União Europeia

Revisão da PAC Pós-2020 - Contra o Aprofundamento da Liberalização, pela igualdade (de ajudas) entre agricultores, pela regulação dos mercados agrícolas

Promovido pelos Deputados do PCP no Parlamento Europeu em colaboração com o Grupo da Esquerda Unitária Europeia / Esquerda Verde Nórdica, realizou-se o seminário subordinado ao tema “Revisão da PAC Pós-2020 - Contra o Aprofundamento da Liberalização, pela igualdade (de ajudas) entre agricultores, pela regulação dos mercados agrícolas”.

Envelhecimento da população agrícola

De acordo com uma auditoria publicada recentemente pelo Tribunal de Contas Europeu, o apoio da UE aos jovens agricultores é, demasiadas vezes, mal definido, sem que estejam especificados os resultados e o seu impacto.

Deputados do PCP no PE solidários com a luta dos trabalhadores e do povo brasileiro

Dilma Rousseff, ex-Presidente da República Federativa do Brasil, deslocou-se ao Parlamento Europeu (PE) em Estrasburgo, nos dias 15 e 16 de Novembro.

O programa da visita de Dilma Rousseff incluiu diversas reuniões e encontros, entre os quais, a participação na Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana (EUROLAT) e numa reunião do Grupo Confederal da Esquerda Unitária/Esquerda Verde Nórdica (GUE/NGL).

Resolução sobre o Plano de Acção para a Natureza, a população e a economia

Em 2015, a Comissão Europeia publicou a revisão intercalar da Estratégia de Biodiversidade da UE para 2020, com a conclusão de que, em geral, a perda de biodiversidade e a degradação dos serviços ecossistémicos na UE têm continuado desde a linha de base de biodiversidade da UE de 2010.
Na sequência de uma avaliação das Directivas Aves e Habitat, foi adoptado o Plano de Acção para a Natureza, as Pessoas e a Economia para melhorar a implementação destas Directivas e aumentar a sua contribuição para atingir os objectivos de biodiversidade para 2020.

Cooperação entre as autoridades nacionais responsáveis pela aplicação coerciva da legislação de defesa do consumidor

A Comissão Europeia propõe-se substituir o Regulamento de 2004 existente. As motivações subjacentes, às quais somos genericamente sensíveis, prendem-se com o elevado nível de incumprimento das normas comunitárias em matéria de defesa do consumidor; com a necessidade de se reforçar o nível de confiança dos consumidores mediante uma aplicação coerciva mais célere, ágil e coerente das normas de defesa do consumidor; e ainda com a ineficácia na repressão das infrações transnacionais, em particular na esfera digital.

Sobre combater as desigualdades para fomentar a criação de postos de trabalho e o crescimento

Este relatório apresenta-se contraditório, mesmo esquizofrénico.
Por um lado, afirma, e bem, que o combate às desigualdades se fará pela defesa da contratação colectiva, pelo aumento dos salários, pela regulação de horários e combate ao trabalho precário, pelo aumento das prestações sociais e reforço e universalidade dos serviços de proteção, e pela promoção de serviços públicos universais, nas áreas da saúde e da educação.

Embargo russo-sector frutícola e hortícola dos EUA

Esta questão remonta ao golpe de estado na Ucrânia e aos acordos de Minsk. A União Europeia interveio diretamente no golpe a reboque da NATO e dos estados unidos da europa, com enormes custos para o orçamento da UE e para os produtores europeus.

Este embargo tem sido renovado de seis em seis meses, até hoje.

O impacto na produção de frutas e legumes em Portugal tem sido enorme, representando cerca 15 milhões de euros anuais. As ajudas conseguidas, cerca de 1 milhões de euros, apenas conseguem compensar uma parte ínfima dos prejuízos.

Paradise Papers, Declarações do Conselho e da Comissão

Muito foi dito sobre mais este escândalo fiscal. Muitos dados, muitos lamentos e muitas promessas num discurso que se repete, escândalo após escândalo.

Para nós este novo episódio dos Paradise Papers confirma o caráter sistémico da evasão fiscal, tal como sempre denunciámos desde o início. Confirma também a total inoperância das instituições e da União Europeia perante esta tragédia.

Sobre a decisão da União Europeia de aplicar sanções contra a Venezuela

Face à decisão ontem tomada, de forma unânime, pelo Conselho da União Europeia de aplicar sanções contra a República Bolivariana da Venezuela, os deputados do PCP no Parlamento Europeu (PE) entendem sublinhar que:
- A União Europeia (UE) insiste na política de ingerência contra a Venezuela, inserindo-se na operação de desestabilização e boicote económico, financeiro, político e diplomático fomentado pelos EUA e contribuindo, desta forma, não para a resolução dos problemas com que este país se confronta, mas, ao invés, para a tentativa do seu agravamento;

Estratégia UE-África: Estimular o desenvolvimento

Há quem tente esconder por detrás de sucessivas estratégias União Europeia-África a visão do continente africano como um imenso tabuleiro de disputa imperialista, por matérias-primas, mercados e zonas de influência.

A novidade estará talvez no facto do gato escondido ter já bem mais do que o rabo de fora.

África e os povos africanos não precisam que lhes imponham modelos de organização política e económica dos respectivos Estados. Precisam sim de ver respeitada a sua soberania e as suas legítimas opções, em função das suas necessidades e anseios.