Trabalhadores

Ver vídeo
«Não há solução para os problemas nacionais sem uma inversão da política de abandono da produção nacional»

«Não há solução para os problemas nacionais sem uma inversão da política de abandono da produção nacional»

Começo por agradecer a vossa presença bem como valorizar o conjunto de intervenções aqui realizadas em torno de uma questão central para o desenvolvimento do País, para o bem estar do povo português, para o futuro de Portugal enquanto nação soberana – a defesa e desenvolvimento da produção nacional.

«There is no solution to national problems without a reversal of the policy of abandoning national production»

«There is no solution to national problems without a reversal of the policy of abandoning national production»

I would like to start by thanking you for your presence as well as valuing the set of interventions made here on a central issue for the country's development, for the well-being of the Portuguese people, for the future of Portugal as a sovereign nation – the defence and development of national production.

A «legalidade» das plataformas

Camaradas e amigos,

O momento que hoje vivemos têm trazido à tona um conjunto de problemas que, não sendo novos, ganharam mais evidencia nestes tempos.

Os avanços tecnológicos que se operam a grande velocidade têm impactos significativos na organização do trabalho e na sociedade e têm servido de pretexto para em nome da competitividade, da concorrência, da globalização e da internacionalização impôr cada vez mais uma política de exploração da força do trabalho e do empobrecimento geral.

É urgente uma ruptura com as políticas da União Europeia, que traga respostas concretas para os problemas dos trabalhadores e das suas famílias

É urgente uma ruptura com as políticas da União Europeia, que traga respostas concretas para os problemas dos trabalhadores e das suas famílias

Permitam-me que inicie a minha intervenção fazendo uma referência ao 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, que se comemorará na próxima semana e cuja origem é indissociável da luta pelas 8 horas de jornada de trabalho. Desde 1886 que a luta dos trabalhadores ergueu bem alto a bandeira das “8 horas para trabalhar, 8 horas para descansar, 8 horas para a família e lazer”.

A CGTP-IN na defesa dos trabalhadores

A CGTP-IN na defesa dos trabalhadores

No início do Século passado, um trabalhador, no seu horário de trabalho, que, fruto da luta persistente, já seria só de 10h ou 12h diárias, produzia, na máquina que operava, uma determinada quantidade de mercadorias. Nos nossos dias um mesmo trabalhador, no horário de 8 horas, que também com a sua luta conquistou, sendo capaz de operar várias máquinas ao mesmo tempo, fruto da introdução de melhorias da ciência, da inovação e da técnica, produz, em cada uma dessas máquinas, dez ou vinte vezes mais que há 120 anos atrás.

O STAL a lutar pelos direitos dos trabalhadores

O STAL a lutar pelos direitos dos trabalhadores

Agradeço em nome do STAL o convite que nos foi enviado para participarmos nesta iniciativa que consideramos da maior importância.

A luta pela redução do horário de trabalho sem perda de salário vem de longe, pelo menos, desde que a história é marcada pela incessante busca de apropriação do tempo da força de trabalho pelos detentores dos meios de produção.

Esta é, pois, uma reivindicação fundamental dos trabalhadores e do movimento sindical unitário.

A unidade dos trabalhadores consegue avanços na regulação dos horários

A unidade dos trabalhadores consegue avanços na regulação dos horários

A legislação portuguesa, no que concerne ao tempo de trabalho, é absoluta contraditória consagrando (, no n.º 2 do Artigo 212º e n.º 1 do Artigo 217º,) que - Na elaboração e na alteração do horário de trabalho, a entidade patronal deve:

“a) Ter em consideração prioritariamente as exigências de proteção da segurança e saúde do trabalhador;

b) Facilitar ao trabalhador a conciliação da atividade profissional com a vida familiar;

c) Facilitar ao trabalhador a frequência de curso escolar, bem como de formação técnica ou profissional. …”

Testemunho da precariedade laboral

Testemunho da precariedade laboral

Camaradas,

Nos últimos anos, temos assistido ao aumento dos horários, à sua desregulação e ao intensificar dos ritmos de trabalho. Os jovens trabalhadores, pelos seus vínculos de trabalho precários, desconhecimento e ocultação dos seus direitos laborais, assédio e abuso de poder no trabalho, são um alvo preferencial destes mecanismos do patronato para aumentar a exploração e o lucro.

Uma visão global da desregulação de horários laborais

Uma visão global da desregulação de horários laborais

«Desenvolvimento tecnológico, economia digital, inteligência artificial ou indústria 4.0» são conceitos que nos assolam quotidianamente e cada vez com mais regularidade.