Posições Políticas

Sobre a situação política

1. A situação política e militar degrada-se hora a hora. O pais corre o risco de ser mergulhado em confrontos sangrentos entre forças e sectores que têm estado com o processo revolucionário. Tais confrontos só podem aproveitar à reacção e facilitar a instauração duma mova ditadura.

Sobre a actual situação política

1. A constituição do VI Governo Provisório foi precedida de discussões políticas que conduziram a uma plataforma governamental. O PCP considerou que esta plataforma era aceitável e que alguns dos seus pontos permitiam a realização duma política progressista.

Sobre o comunicado do Governo, de 9 de Outubro

1. A Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista Portugueses tomou conhecimento do comunicado do governo, aprovado na sessão do dia 9.

O PCP diverge radicalmente das apreciações feitas neste comunicado acerca da situação actual e dos últimos acontecimentos, designadamente dos incidentes no Porto.

Intervenção de Álvaro Cunhal na Sessão de esclarecimento em Moscavide

O nosso Partido considera que a crise que a Revolução portuguesa atravessa é uma crise profunda e perigosa. Esta crise atingiu praticamente todos os sectores da vida nacional.

Sobre os últimos acontecimentos políticos

1. Na noite de 8 para 9, o PPD revelou uma vez mais a sua directa responsabilidade nas violações da ordem democrática, na provocação de violentos conflitos de rua, no esforço para conduzir a confrontos armados entre militares e para abrir o caminho à guerra civil.

Sobre a situação política

1. Os factos estão confirmando dia a dia que o PCP tinha razão nas suas análises e advertências. A crise não pode ser resolvida por uma remodelação direitista dos órgãos superiores do poder político (MFA e Governo) e pela tentativa duma viragem a direita da política portuguesa.

Sobre a distribuição papéis anunciando um golpe revolucionário

Hoje, dia 1 de Outubro, pela tarde, no norte e centro do país, o PS (em alguns casos seguido pelo PPD) distribui papéis e faz grande agitação dizendo estar planeado para esta noite um golpe revolucionário. No Porto, Braga, Coimbra, Viseu, Aveiro, Figueira da Foz e noutras cidades e numerosas localidades deslocam equipas volantes, tocam sinos a rebate, procuram mobilizar a população.

Entrevista de Álvaro Cunhal à Reuter

Crê que a acção revolucionária (greves, manifestações, subversão, violência) se justifica para defender as conquistas conseguidas desde Abril de 1974?

Sobre o Secretariado provisório saído do acordo de 25 de Agosto

1. No dia 25 de Agosto de 1975, numa reunião realizada entre representantes dos seguintes partidos e organizações políticas: FSP, LCI LUAR, MES, MDP/CDE, PCP, PCP-BR e 1º DE MAIO, chegou-se a várias conclusões, entre as quais: