Intervenção de David Grave, Membro do Executivo da Direcção da Organização Regional de Évora do PCP , XX Congresso do PCP

Organização Regional de Évora

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Em nome da Organização Regional de Évora, saúdo o XX Congresso, os seus delegados e convidados, e por seu intermédio, todo o colectivo partidário.

O trabalho preparatório para o XX Congresso, foi desenvolvido a partir de uma ampla discussão, a qual confirmou a íntima ligação à luta, às aspirações e reivindicações dos trabalhadores e populações.

Nas 134 reuniões de discussão das Teses, iniciativas temáticas e assembleias de organização, onde participaram 1308 militantes e se elegeram 60 delegados, as Teses mereceram a concordância geral dos militantes.

Preparámos o Congresso profundamente ligados aos trabalhadores, às populações e às suas lutas e justas aspirações.

Nos últimos 4 anos, no distrito de Évora, o PCP foi mais uma vez, o único Partido que esteve sempre ao lado dos trabalhadores.

Nas autarquias locais, em defesa das 35h de trabalho semanal e pela assinatura dos Acordos Colectivos de Entidade Empregadora Pública, conhecidos por ACEEP.

Nas escolas, hospitais e outros serviços públicos com as reivindicações dos seus profissionais.

Foram decisivas as acções desenvolvidas pelo PCP, em várias empresas do distrito de Évora, na denúncia das intenções da Administração da KEMET, em realizar um despedimento de 127 trabalhadores, encontrando-se ainda hoje, trabalhadores a resistir a este despedimento. Na TYCO, estivemos ao lado dos dirigentes sindicais, alvo de processos de despedimento, como forma de tentar quebrar a estrutura sindical na fábrica. Foi fundamental a intervenção e denúncia do PCP junto dos trabalhadores da Key-Plastic, contra a chantagem e coação sobre os trabalhadores, para aceitarem o banco de horas, ou junto dos Trabalhadores da Karmenguia perante a possibilidade da fábrica entrar em Lay-off. Temos aumentado a nossa intervenção, na denúncia das condições de trabalho, sendo exemplo disso, a Embraer, onde denunciámos que cerca de 80% dos trabalhadores da fábrica são «estagiários»; a A.I.S, na defesa do aumento dos salários, e recentemente na luta e resistência dos operários da Gestamp, em que, os comunistas dentro da fábrica, deram um contributo indispensável para a unidade e coesão dos trabalhadores e para que estes conquistassem 30€ de aumento salarial, bem como, o compromisso da empresa passar 10 trabalhadores de situação precária para efectivos.

A acção do PCP tem sido preponderante junto dos trabalhadores das empresas da zona dos mármores, que lutam contra despedimentos anunciados e salários em atraso.

As conquistas alcançadas foram fruto de muita luta. Só com mais organização do Partido nas empresas e locais de trabalho, com mais acção reivindicativa e luta é que lá vamos.

A política de direita, tem levado o país, e particularmente o distrito de Évora ao desaparecimento de serviços públicos essenciais às populações. O PCP é o único partido que tem lutado de uma forma constante e empenhada na recuperação desses mesmos serviços públicos, não ficando à espera que o mediatismo concedido por uma comunicação social, tendenciosa e condicionadora da opinião pública, nos motive.

Foi com a intervenção dos comunistas e dos eleitos da CDU, que o Governo recuou no encerramento de duas turmas do 1º Ciclo, no concelho de Mora; resolveu a falta de auxiliares de educação na EB1 de Arraiolos; a falta de médicos, enfermeiros e auxiliares nos centros de saúde de Mourão e Portel; no encerramento dos postos médicos de Cabrela e S.Cristóvão. Foi também com a nossa intervenção e proposta que se aprovou a instalação e funcionamento do Centro para a Promoção e Valorização do Tapete de Arraiolos.

Tem sido a acção do PCP, que de forma persistente, criou condições para que a construção do Novo Hospital Central Público de Évora, seja hoje, uma causa unanimemente reivindicada por todos os alentejanos.

Por todo o distrito de Évora foram desenvolvidas diversas acções de luta pela reposição das freguesias roubadas, e essenciais às populações do distrito, para que sejam repostas a tempo das próximas eleições autárquicas.

Desde o XIX Congresso, a organização do Partido no Distrito de Évora reforçou-se, realizou neste período 27 Assembleias da Organização, fez 294 recrutamentos, criou novas células de empresa, responsabilizou mais quadros pelo trabalho do Partido, e desta forma, teve uma regular intervenção nos diversos níveis.

Saímos do XX Congresso certamente mais preparados, mais confiantes e determinados para as batalhas que se avizinham, no desenvolvimento da luta de massas, na afirmação da política patriótica e de esquerda, na construção da verdadeira alternativa política e no indispensável reforço do Partido.

Com uma Organização mais forte, com toda a certeza, seremos capazes de responder às necessidades do nosso povo e transformar a sociedade, construindo um País e uma região melhor.

Com os trabalhadores e o povo, Democracia e Socialismo.

Viva ao XX Congresso do PCP
Viva a JCP
Viva o Partido Comunista Português.

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