Intervenção de Gisela Matias, Encontro Nacional do PCP sobre eleições e a acção do Partido

Luta de massas, elemento central da construção da alternativa

Luta de massas, elemento central da construção da alternativa

Camaradas,

Sabemos que é pela luta que lá vamos, e sabemos bem que essa luta é feita de intervenção, de esclarecimento e análise daquilo que são as exigências
concretas dos trabalhadores e das populações.

O nosso Partido não nasceu por meros debates teóricos. Nasceu, sim, das necessidades reais do povo português. Daquilo que as forças motrizes do país
sabiam que era preciso fazer.

Conscientes do ânimo que é preciso investir nas massas, não estamos à espera que se construa a alternativa. Estamos, todos os dias, a construir essa
alternativa. Porque somos os únicos presentes, todos os dias, atentos às realidades, vivendo as dificuldades, sentindo os problemas e a lutar, lado a
lado, para que se alcancem as soluções.

A todos aqueles que veem as suas vidas destroçadas, empurrados para o desespero, vítimas da ofensiva destas políticas que arruínam uma vida que se
quer digna, dizemos: Não percam a esperança! A todos estes, afirmamos que cá estamos! Não ficamos à espera de actos pontuais ou de ondas mediáticas para construir a alternativa!

Porque o nosso Partido é o único que, de madrugada, está à porta das fábricas, dos entrepostos, das escolas, dos hospitais, a ouvir e perceber as
necessidades. Porque o nosso partido é o único que conhece a realidade dos trabalhadores que trabalham por turnos, dos que têm vínculos precários, dos
desempregados, entre tantos e tantos outros com problemas específicos.

Não tenhamos dúvidas: o PCP é o Partido que agrega as vozes das populações que não têm médico de família, que não têm saneamento, que
não têm estradas em condições. O PCP é o partido que sabe que a força para a luta está em cada um dos homens e mulheres, dos jovens, dos reformados e pensionistas deste país e que é com eles que se avança.

Camaradas,

É preciso ouvir, consciencializar, esclarecer. É articulando a luta do povo, exigindo a resolução dos problemas, denunciando o que falta fazer que
avançamos no sentido certo. Lutas que contam no seu seio com muitos milhares de homens e mulheres sem partido, de vários partidos e diferentes
quadrantes políticos, mas que estão unidos em torno desta ou daquela justa reivindicação, sabendo que cada luta desenvolvida é, em si mesma, um
importante passo para a concretização da alternativa.

Exemplos disto no distrito de Santarém são a luta dos trabalhadores das Carnes Nobre, em Rio Maior, por melhores salários e condições de trabalho. As lutas das populações de Abrantes, Alcanena, Torres Novas, Benavente, Salvaterra de Magos, Santarém, Ourém ou Entroncamento contra a falta de
médicos de família no Médio Tejo e na Lezíria do Tejo. A luta do povo de Torres Novas pelo acesso à nascente do rio Almonda apropriada pela
Renova. As reivindicações para a melhoria das acessibilidades na Ponte da Chamusca com a conclusão do IC3, a luta pelo fim das portagens nas antigas
SCUT, entre muitas outras.

Daqui do Encontro Nacional saudamos os trabalhadores e o povo do nosso país e apelamos a que continuem e fortaleçam a luta! Cá está e estará o PCP
ao vosso lado, todos os dias!

Esta é a força que nos move! Esta é a essência deste Partido! A força essencial e necessária para levar avante as lutas do nosso povo por uma
sociedade mais justa e mais digna, assente nos valores e nas Conquistas de Abril.

Se há coisa que é certa é que a luta continuará e não ficará à espera do que aí possa vir! No dia 10 de Março, com o reforço do PCP e da CDU também se
dará força à alternativa necessária e cada vez mais urgente! No dia 10 de Março, é preciso levar a luta até ao voto!

Com os trabalhadores, com o povo português estamos e estaremos sempre no lado certo da luta!

Viva aos trabalhadores!
Viva a JCP!
Viva ao Partido Comunista Português!