Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Festa - Comício da Juventude CDU

Dia 6 de Outubro, é dia de afirmar que as propinas são mesmo para acabar

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Caros Camaradas, Caros amigos,

Começo por vos transmitir uma saudação muito fraternal das forças que compõem a CDU. Aqui estamos, no coração de Lisboa, onde todos os dias milhares de jovens se juntam para conviver, para se conhecer melhor, para falar de desporto, das artes, dos amores e desamores, das angústias e das alegrias, dos medos e dos projectos e até de política.

Neste sítio, de onde se vê a cidade iluminada, onde se cruzam as culturas, os hábitos, as modas, as tendências, e onde cada um é o que é na sua individualidade, na sua singularidade, e onde cada um é o que quer ser, entre os seus, no meio das massas juvenis.

Aqui estamos, onde estão os jovens, para afirmar alto e bom som que queremos em primeiro lugar que sejam felizes, que possam ser felizes, aqui, na terra que os viu nascer, pois esse é, tem de ser, um direito que lhes veio agarrado à pele no momento em que se fizeram gente.

Sim, queremos que sejam felizes os jovens do nosso país e lutamos por isso. Sabemos que isso é possível.

Sabemos que está ao alcance da acção colectiva de todos e das opções concretas de quem tenha responsabilidades governativas.

Foi para permitir que os jovens trilhassem o caminho da felicidade, e não tivessem como única perspectiva de vida a emigração forçada, que em 2015 demos o passo decisivo para interromper a governação de PSD e CDS.

Não era possível ser feliz com os elevadíssimos níveis de desemprego juvenil. Com a precariedade como regra. Com os cortes nos salários. Com os cortes nos apoios sociais. Com os encerramentos de serviços públicos. Não era possível ser feliz.

Sem a nossa acção, do PCP e do PEV, não só não teriam sido interrompidas as brutais medidas de ataque ao presente e ao futuro dos jovens portugueses, como não teria sido possível avançar em tantas e tantas medidas positivas.

Não teria sido possível aprovar a gratuitidade dos manuais escolares e a suspensão e, posteriormente, a redução do valor das propinas. Não teria sido possível fazer baixar o IVA nos instrumentos musicais e nos espectáculos e garantir a gratuitidade da entrada nos museus aos domingos e feriados.

Não teria sido possível fazer aprovar o passe social a preços reduzidos, a mais importante medida de defesa do ambiente dos últimos anos. Como não teria sido possível aprovar o alargamento dos abonos de família. Ou alargar os apoios às Associações juvenis.

Sim. Olhamos para trás e afirmamos que valeu a pena! Que este percurso de quatro anos em que o PCP e o PEV decidiram não desperdiçar nenhuma oportunidade para responder aos problemas mais candentes da sociedade portuguesa, não foram anos perdidos.

É certo que o PS nem sempre nos acompanhou. Que o seu programa eleitoral e de Governo não previam estes avanços. Que muitas destas medidas foram assumidas mesmo contra a sua vontade.

Podem perguntar-nos, como foi isso possível, se eram eles que estavam no Governo.

Foi possível porque, primeiro, afastámos o PSD e o CDS e, depois, o PS não tinha as mãos livres para executar o seu programa de sempre.

Ora o que está agora em causa é exactamente saber se, com mais força à CDU, vamos avançar, ou se vamos permitir que o PS fique de mãos livres, com o apoio ou não do PSD e do CDS, para retomar os seus grandes objectivos.

Os jovens tem todas as razões para não ficar em casa! Para não desperdiçar esta arma que a 6 de Outubro têm na mão.

Dia 6 de Outubro é dia de ir dizer que não aceitamos a precariedade que PS, PSD E CDS impuseram e que ainda há dois meses decidiram agravar.
Pelas novas regras, que o PS aprovou, e com as quais PSD e CDS foram coniventes, um jovem que fosse contratado hoje, podia estar até dia 14 de Março do próximo ano à experiência. Seis meses? Para quê? Para servir à mesa num restaurante? Para estar ao telefone num centro de contacto? Para estar à frente de uma máquina de costura? Ou quer o PS, e os patrões que esfregam as mãos de contentes, fazer-nos acreditar que vão todos gerir complexos sistemas informáticos?

Dia 6 de Outubro é dia de exigir que se avance decididamente na abertura de novos alojamentos para os mais de 100 mil estudantes deslocados que não têm vaga nas residências públicas. É dia de dizer que não se aguenta pagar 400 euros por um quarto! É dia de dar mais força a quem fez aprovar na Assembleia da República a obrigatoriedade do Governo apresentar um Plano Nacional de Construção de Residências.

Dia 6 de Outubro, é dia de afirmar que as propinas são mesmo para acabar.
Não nos venham com a cantilena de que há uns que podem pagar. São os mesmos que dizem que o que é preciso é baixar os impostos dos que pagam muito! O fim das propinas é uma medida de cumprimento da Constituição da República Portuguesa. É a afirmação de que nenhum estudante pode ser afastado dos mais elevados graus de ensino por razões económicas. É a afirmação que, perante o Estado Português, todos os jovens são iguais.

Dia 6 é dia de dizer que os Exames Nacionais são também para acabar. Porque o que queremos é valorizar a avaliação contínua, que, a cada momento, procura conhecer as dificuldades de cada estudante para garantir a sua superação.

Apenas com um voto, no dia 6 de Outubro cada um pode deixar uma mensagem clara.

Com o voto na CDU, cada um afirmará que a luta em defesa do ambiente não é apenas uma moda, um slogan que serve para enfeitar as campanhas eleitorais. Com o seu voto, cada um dirá que é preciso levar mais longe e concretizar o conjunto de medidas aprovadas por iniciativa do PCP e particularmente do PEV desde há décadas a esta parte, lembrando que, se é verdade que cada um pode fazer alguma coisa, o que são necessárias são medidas de fundo, como a medida dos passes sociais que permite tirar milhares de carros do centro das cidades. O voto na CDU será um grito a exigir mais autocarros, mais comboios, mais barcos, para dar mais sentido a esse enorme avanço pelo qual tanto nos batemos, e para se avançar em direcção à gratuitidade dos transportes colectivos públicos.

O voto na CDU é, além do mais, uma bandeira erguida em defesa da igualdade e na luta contra todas as discriminações. Demos já muitos passos, mas outros há ainda que assumir, designadamente pela garantia dos meios e dos profissionais para concretizar essa igualdade e evitar essas discriminações.

Mais funcionários nas escolas, mais psicólogos, mais técnicos de educação sexual e de planeamento familiar. Só assim se assegurará o direito a uma sexualidade plena e feliz.

O voto na CDU será ainda a exigência de mais e melhores apoios às jovens famílias. Pela valorização e universalização do Abono de Família, direito inalienável de cada criança. Pela garantia, a todas as crianças até aos 3 anos, de uma vaga gratuita numa creche. Por uma política de habitação que garanta o acesso a uma moradia com custos comportáveis pelos salários de cada um.

E claro, como já hoje aqui foi sublinhado, cada voto na CDU é um apoio expresso à proposta – que só a CDU inclui no seu programa – de que o aumento geral dos salários nos sectores privado e público, incluindo o aumento do Salário Mínimo Nacional para 850 euros, seja considerada uma emergência nacional e concretizado no mais curto espaço de tempo.

A bitola de 600 euros para entrar no mercado de trabalho, ou um pouco mais no caso dos licenciados, só porque se é jovem, tem de acabar. Desde logo porque quem ganha 600 euros sabe bem quanto mês ainda tem pela frente quando lhe acaba o salário. Mas também porque o país não aguenta esta política de baixos salários. Perguntam-nos muitas vezes se são possíveis aumentos de salários com o actual crescimento económico. Nós dizemos que a questão se coloca precisamente ao contrário. É possível crescimento económico sem um vigoroso aumento dos salários? Não é, como aliás os últimos anos bem provam.

Mas o aumento de salários, de todos os salários e do salário médio, é ainda essencial para atrair de novo muitos dos que foram obrigados a deixar o nosso país porque aqui não encontravam futuro.

O voto na CDU, camaradas e amigos, é mesmo o voto de confiança. Confiança de que elegerão deputados para se baterem em defesa da Cultura e designadamente por um Serviço Público Nacional de Cultura, assente no objectivo de garantir 1% do Orçamento de Estado para a Cultura, garantindo às mais jovens gerações o direito à criação e à fruição da Cultura. Deputados que não se calarão enquanto não estiverem concretizadas as obras nas escolas e enquanto se mantiverem os emolumentos exorbitantes por cada acto académico. Deputados que serão os porta-vozes do Movimento Associativo Juvenil, exigindo que se concretizem os direitos que nesta legislatura ficaram consagrados em Lei, designadamente ao nível dos apoios financeiros às Associações de Estudantes.

Camaradas e amigos,

Estamos a poucas semanas das eleições para os 230 deputados da Assembleia da República. Daqui até lá temos ainda um grande trabalho pela frente. De contacto, de esclarecimento, de convencimento de todos os que possam estar desistentes, convencidos de que isto nunca muda.

Contacto, esclarecimento e convencimento de todos os que vão votar pela primeira vez e têm todas as razões para dar o seu voto à CDU.

O voto na CDU é o voto verdadeiramente útil. É útil para reforçar esta força que nunca vira a cara à luta, mas é também, e principalmente, útil para cada jovem porque sabe que os deputados eleitos com esse voto nunca trairão os interesses, os direitos e as aspirações da Juventude.

O voto na CDU é o voto que faz avançar! Confrontados que estamos, todos os dias, com a necessidade de optar, já se sabe que os eleitos da CDU optarão sempre pelas medidas, pelas políticas, que garantam que o País avança e, com ele, avança a vida de cada um de nós.

O voto na CDU é o que dá mais força à luta pela Escola Pública, pelo direito ao emprego com direitos, pelo direito a crescer e viver feliz.
Vamos daqui com mais força e confiança para essas lutam que continuam.

Viva a juventude!
Viva a Juventude CDU!
Viva a CDU!

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