Intervenção de Cláudia Marinho, Membro da Direcção da Organização Regional de Viana do Castelo do PCP, XX Congresso do PCP

Organização Regional de Viana do Castelo

Organização Regional de Viana do Castelo

Camaradas,

Chegado o XX Congresso, a Organização Regional de Viana do Castelo, saúda os delegados/as e convidados na certeza de que o PCP está mais forte e mais preparado para o combate às desigualdades entre o povo e para dar continuidade à luta dos trabalhadores.

O distrito de Viana do Castelo é particularmente atingido pelo desemprego, em consequência da política de direita, praticada pelo anterior governo e pelo poder local cada vez mais afastado das populações, fomentando desigualdades sociais e económicas.

O desemprego na nossa região obrigou milhares de pessoas a emigrar, designadamente mulheres e jovens, deixando o interior do Alto Minho abandonado com novos bloqueios ao desenvolvimento da região.

Os que ficaram deparam-se com dificuldades pela falta de investimento público e privado. Pelo ataque aos serviços públicos essenciais, pelo crescimento do trabalho cada vez mais precário, sem direitos e mal pago. Com salários inferiores em cerca de 15% à media nacional e pelos cortes cegos em apoios sociais. Por isto a pobreza nesta região atinge um quarto da população.

Desde o último congresso encerraram na região cerca de 800 empresas. Salientamos os ENVC cujo encerramento e entrega por tuta-e-meia ao grupo Martifer- West Sea pelo governo PSD/CDS, constitui um crime, a pretexto da falta de viabilidade e de encomendas. Mentira, pois o governo cancelou encomendas, como os 2 navios para a Marinha e não permitiu a construção dos asfalteiros da Venezuela.

3 anos após esta decisão, existem ainda perguntas que carecem de respostas e rostos que continuam sem perspectivas de futuro.

Onde estão os 400 postos de trabalho prometidos pela Martifer? Quantos dos 100 postos de trabalho criados foram ocupados pelos cerca de 600 trabalhadores despedidos?

O nosso Partido esteve e está sempre na linha da frente na defesa dos trabalhadores e continuará a luta pela recuperação dos ENVC para a esfera pública, em defesa das cerca de duas centenas de ex-trabalhadores, que, com o fim do subsídio de desemprego, ficam sem qualquer apoio pois são velhos para lhes arranjarem trabalho mas novos para aceder à reforma.

Continuaremos a lutar pela defesa da reposição das freguesias, contra as portagens, por salários e direitos dignos.

Camaradas,

Gostaríamos ainda de valorizar a dinâmica conseguida no distrito de Viana do Castelo, em torno do centenário de Álvaro Cunhal, com debates, exposições e a edição de um livro, bem como a reactivação das comissões concelhias de Arcos de Valdevez e de Caminha, a inauguração de um novo Centro de Trabalho, nos Arcos e a requalificação dos Centros de Trabalho de Ponte de Lima e Caminha, com trabalho militante. Apesar das dificuldades, a organização regional recrutou no distrito 42 Camaradas, desde o último congresso.

A construção do congresso, que registou uma participação na região superior ao anterior, com o acordo geral com os conteúdos das Teses, revela uma organização combativa, um colectivo unido e empenhado na concretização de tarefas importantes que nos são colocadas diariamente. Temos de prosseguir e insistir na luta de forma a aumentar a militância do partido e por consequência a sua influência social no nosso país.

Camaradas,

O caminho é este, a luta e o combate contra as políticas de direita de opressão do povo e dos trabalhadores, pela política patriótica e de esquerda, pela democracia avançada com os valores de Abril no futuro de Portugal, pelo socialismo e pelo comunismo.

Viva a Luta dos trabalhadores!
Viva o XX congresso!
Viva o PCP!

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