Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Jantar comemorativo do 98.º Aniversário do PCP «Com os trabalhadores e o povo – Democracia e Socialismo»

«Todos os que querem ver o País avançar e os seus direitos afirmados devem dar mais força à CDU»

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Aqui estamos de novo para assinalar o aniversário deste Partido, o PCP, cuja história se funde com a história deste País nos últimos 98 anos. Um Partido que se encontra ligado à luta dos trabalhadores e do povo português pela liberdade e pela democracia, pela afirmação dos direitos dos trabalhadores e do povo, pela melhoria das suas condições de vida, sempre orientado por esse objectivo maior da construção de uma sociedade mais justa, sem explorados e exploradores, a sociedade socialista e comunista.

Comemoramos 98 anos de vida olhando com orgulho para o nosso passado, mas com os olhos postos nas batalhas e tarefas presentes que fazem parte, todas e cada uma delas, do futuro pelo qual lutamos.

Aqui estamos podendo afirmar que o PCP, como nenhum outro, dá voz e expressão aos mais profundos anseios do povo à sua emancipação social. Aqui estamos podendo afirmar que foi e é com este Partido que os trabalhadores podem e sabem contar, que não lhes falta no momento de defender os seus direitos, que ali está em cada uma das lutas e combates que é preciso enfrentar, que é com este Partido que podem contar para fazer avançar medidas positivas para os trabalhadores e para o povo.

A vida política mais recente fez prova da importância e do papel do PCP e da CDU.

Foi com a nossa intervenção e a luta dos trabalhadores que foi possível derrotar o governo anterior.

Foi com a intervenção do PCP e da CDU que se abriu um caminho de defesa, reposição e conquista de direitos que embora limitados e aquém do que era necessário e possível, tem inegável significado.

Não há medida positiva nestes últimos anos que não tenha tido a intervenção decisiva do PCP e da CDU. Muitas vezes vencendo a resistência e mesmo a oposição por parte do Governo PS.

Os aumentos das pensões de reforma, a valorização dos abonos de família, a devolução de salários e pensões roubadas, a eliminação da sobretaxa do IRS, a eliminação do corte no subsídio de desemprego, o descongelamento na progressão das carreiras dos trabalhadores da Administração Pública. São apenas alguns exemplos do que resultou da nossa intervenção.

Podia-se ter ido mais longe? Sim, podia-se, se o PS não estivesse comprometido com os interesses do grande capital e se não pusesse à frente da resposta aos problemas nacionais as regras e imposições da União Europeia e do Euro.

Sim, podia-se ter ido mais longe se o PS não partilhasse com o PSD e o CDS algumas das opções estruturantes que têm marcado a política de direita.

Se há conclusão que os tempos recentes da vida política mostraram é que quando foi para avançar em direitos lá esteve o PCP e a CDU.

Quando foi para travar, para impedir avanços ou mesmo para andar para trás lá vimos PS, PSD e CDS a juntar votos e a convergir nas mesmas opções que avolumaram problemas no País.

Por isso dizemos que todos os que querem ver o País avançar e os seus direitos afirmados devem dar mais força à CDU.

É esta a opção fundamental – reforçar a CDU para avançar até onde é preciso, em vez de andar para trás seja pela mão do PS, ou do PSD e CDS.

Hoje está mais claro a importância do papel da CDU, mais claro que é elegendo mais deputados pela CDU que é possível, não só assegurar que o que foi conquistado não é retirado, como abrir perspectivas para uma política alternativa, capaz de dar resposta mais plena aos problemas do País e às aspirações dos trabalhadores.

Há quatro anos desmontámos com a nossa iniciativa essa mentira imensa que quer transformar as eleições que servem para eleger deputados em eleições para primeiro-ministro ou como aqui na Madeira para Presidente do Governo Regional.

Pura e grande mentira. O que os eleitores são chamados é a eleger deputados seja para o Parlamento Europeu, para a Assembleia da República ou para a Assembleia Legislativa Regional.

Quem insiste nessa mentira quer enganar o povo, e quem engana o povo não é gente de confiança nem merece o voto de quem é sério.

Aliás também aqui na Madeira vimos quanto importante é as pessoas não se deixarem enganar. Há quatro anos faltaram meia dúzia de votos para eleger o terceiro deputado, esse deputado que retirado ao PSD o teria impedido de manter maioria absoluta.

Que fique a lição da importância de cada voto, de cada um não faltar com o seu apoio, de cada um pensar que o seu voto não faz falta porque outros votarão por ele. Não podemos deixar nas mãos de outros o que nos cumpre a nós fazer para defender os nossos direitos.

Cada deputado eleito pela CDU é um deputado a valer. Bem se pode dizer que um deputado eleito pela CDU vale bem mais, quando se trata de defender os direitos de quem trabalha, que uma mão cheia de deputados do PS, do PSD ou do CDS.

Agora que estamos a dois meses dessa importante eleição que é a do Parlamento Europeu aí os vemos a lançar fumo insinuando que aqui na Madeira o que conta é ter deputados da região.

Não camaradas. A eleição é nacional e os deputados são nacionais.

O que os trabalhadores e o povo precisam é que haja deputados que estejam no Parlamento Europeu para defender os interesses do País. E esses deputados são os eleitos pela CDU.

Porque para defender a União Europeia e as suas imposições contrárias aos interesses nacionais já lá estão os dos outros partidos.

Mas para lá disso podemos afirmar como verdade que os três deputados eleitos pela CDU que lá estiveram no Parlamento Europeu fizeram mais pela Madeira, defenderam mais a Madeira do que a dúzia e meia de deputados do PS e do PSD que lá estão e que também fizeram mais pela Região do que os deputados do PS e PSD que moram na região.

Aliás o mesmo se passou na Assembleia da República onde foi pela mão do PCP que se garantiu o apoio para o novo hospital, ou as medidas de apoio à produção regional, seja à Sidra, seja ao Mel de Cana.

São cada vez mais os portugueses que tomam consciência do papel da CDU, que reconhecem a nossa intervenção.

É por isso que aí temos essa campanha de mentiras e calúnias atiradas contra o PCP para tentar dar ideia de que são todos iguais.

Não, não são todos iguais.

Cá estamos e continuamos com a nossa afirmada diferença de não sermos beneficiados com o exercício dos cargos públicos.

Cá continuamos com a nossa afirmada diferença de estar do lado dos trabalhadores e do povo, combatendo injustiças e desigualdades.

Percebemos porque é que o grande capital, e os que o servem, nos atacam. Sabem que foi o PCP e a CDU que atrapalhou os seus planos, sabem que é o nosso reforço que pode fazer perigar os seus objectivos de exploração, os seus projectos reaccionários.

Não nos deixamos intimidar, nem abandonaremos a luta e intervenção em defesa dos trabalhadores e do povo. Por mais que isso os incomode, por mais que isso aguce a raiva contra o PCP.

Não abandonaremos o sítio onde sempre estivemos e continuaremos a estar – do lado dos trabalhadores e do povo.

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