A propósito de mais uma peça difamatória

Sob o preconceituoso título Rede vermelha. Câmaras comunistas adjudicam dois milhões de euros a empresas de militantes, o Observador deu à luz um extenso e provocador texto.

Não se perderá tempo nem espaço para assinalar sobre esta operação, a somar às que nestes dias se têm repetido, mais do que o indispensável:

- A peça do «Observador» insere-se numa operação mais vasta de provocação e difamação visando atingir o PCP, que não olha a meios, sejam os da tentativa de marginalização política ou de inquirição pidesca.

- O que o texto revela para lá do seu cariz anticomunista é algo particularmente inquietante do ponto de vista democrático – o Observador e os sectores mais reaccionários que atrás dele se escondem consideram (na esteira do mccartismo e da ditadura fascista de Salazar) que os comunistas não podem ter actividade empresarial, trabalhar ou ter funções na Administração Pública;

- Regista-se que o frenesim em curso, com disputa entre alguns órgãos de comunicação social para saber quem detém a liderança da difamação e suspeição gratuita, não é separável do ódio de classe que, quem os determina, nutre pelo PCP. E sobretudo revela o seu inconformismo com a intervenção decisiva do PCP para interromper o projecto de subversão do regime democrático que esses sectores tinham como inelutável.

Para registo futuro cumpre reafirmar que o PCP não só não se deixará intimidar, como toda a sua história demonstra, com campanhas de perseguição, como manterá, por mais que isso custe a alguns, a sua intervenção pela construção de uma alternativa política onde se insere o combate ao capital monopolista e ao rasto de exploração e empobrecimento em que se suporta. Assim como prosseguirá a sua intervenção pela construção de uma Democracia Avançada, com os valores de Abril no futuro de Portugal, por uma sociedade e um mundo mais justos.

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