Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Comício CDU

O povo algarvio sabe a diferença que fez termos recuperado o deputado da CDU

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Bela noite para um belo comício!

Bom augúrio, que confirma o que temos visto pelo País.

Alegria! Combatividade! Confiança! Determinação em não permitir que o País ande para trás! Disponibilidade para fazer o País avançar!

É com este sentimento que vos quero saudar calorosamente. Acompanho o nosso cabeça de Lista, Tiago Raposo, nos cumprimentos a cada um de vós que aqui viestes ouvir as nossas propostas e manifestar o vosso apoio à CDU, mas particularmente quero daqui fazer uma saudação muito especial a todo o povo algarvio.

Ao povo do mar, aos que vivem lá no alto da serra, no barrocal ou nesta cidade de Faro, capital do Algarve. A todos os que vivem e trabalham nesta região, aos trabalhadores, aos micro, pequenos e médios empresários do comércio, da indústria, do turismo, aos que vivem da pesca e aos que insistem em produzir alfarroba, aos que, com o seu trabalho, fazem desta região, uma das mais apetecidas por turistas do mundo inteiro, e aos que aqui produzem dos melhores produtos agrícolas, entre os quais se destaca, naturalmente, a laranja do Algarve.

Ao povo que faz do Algarve o imenso potencial que ele é queremos afirmar que têm aqui, na CDU, a sua voz na Assembleia da República, que têm aqui a força que vos apoia, que está sempre ao vosso lado, nas horas boas e nas horas más.

Estamos a poucos dias das eleições para a Assembleia da República. Já aqui foi sublinhada a sua importância e a prioridade que é necessário assumir na acção de cada um com vista à conquista de uma grande votação da CDU.

Está em jogo a opção entre fazer o País avançar, com mais força, mais votos e mais deputados para a CDU ou permitir que se ande para trás, no muito que se conquistou nestes quatro anos.

Vamos para estas eleições com um notável trabalho realizado. O povo algarvio sabe a diferença que fez termos recuperado o deputado da CDU. Sabem que não houve nenhum problema, nenhuma questão que interessasse aos trabalhadores e ao povo desta região que não tenha sido denunciada pelo nosso deputado e tenha apresentado uma solução ou proposta para a resolver.

Temos um programa e um projecto para dar resposta aos problemas que persistem no Algarve, fruto de quatro décadas de política de direita levada a cabo por PS, PSD e CDS, e da submissão às imposições da União Europeia e do Euro e aos interesses do grande capital.

Temos uma boa lista, encabeçada pelo Tiago Raposo, e que inclui um conjunto de homens e mulheres empenhados, dedicados, ligados à vida e aos problemas da região, que aposta num forte rejuvenescimento, ao mesmo tempo que beneficia da experiência de quadros ligados à vida autárquica e aos movimentos sociais.

Temos pois razões para enfrentar esta batalha com toda a confiança.

Confiança que não deve fazer descansar. Antes deve mobilizar cada activista da CDU para ir muito para além do que os candidatos podem fazer. Mais contactos, mais conversas com amigos, com vizinhos, com familiares, com colegas de trabalho para que nem um voto se perca na CDU para avançar.

O Verão, mesmo nestas terras mais quentes do Algarve, já passou. Os meses que se seguem serão difíceis para milhares de trabalhadores do sector do turismo que são empurrados para o desemprego durante grande parte do ano. Nos hotéis, na restauração, nas grandes superfícies, nos aeroportos, nos transportes e noutras actividades, o número de trabalhadores cai de forma drástica nestes meses, colocando a nu, problemas pelos quais a CDU há muito que se bate pela sua resolução.

O povo algarvio sabe a diferença que fez termos recuperado o deputado da CDU. Sabem que não houve nenhum problema, nenhuma questão que interessasse a região que não tenha sido denunciada pelo nosso deputado e tenha apresentado uma solução ou proposta para a resolver.

O Algarve possui condições extraordinárias para o Turismo, mas tal não pode significar o absoluto desprezo pelas actividades produtivas. Pelas pescas, quando se tem uma costa imensa e um potencial que é desperdiçado em nome das imposições da União Europeia. Pela agricultura, quando esta região poderia produzir muito daquilo que querem que compremos lá fora. Pela indústria, numa região que tem portos, aeroporto, universidade e outras infraestruturas que, integradas noutro modelo de desenvolvimento, dariam base a uma diversificação da actividade económica. Esta região, tal como o País, não podem ficar expostos, à chantagem, à gula e ao estoiro das grandes companhias aéreas ou de agências de viagens gigantescas. Esta região, tal como o País, precisam de ter um modelo soberano de desenvolvimento que dê prioridade à produção nacional, ao pleno emprego, à elevação das condições de vida das populações.

Um objectivo que requer também a melhoria dos serviços públicos. Não nos esquecemos dos tempos em que nos hospitais do Algarve, se chegaram a usar sacos plásticos e toalhas para substituir fraldas. Foi assim, com o último governo de PSD/CDS que intensificou a sua acção destruidora do Serviço Nacional de Saúde. É por isso que ninguém leva a sério o discurso de PSD e CDS quando choram lágrimas de crocodilo pelo Serviço Nacional de Saúde que tudo fizeram para o destruir. Mas a situação actual, está longe de corresponder às necessidades das populações do Algarve, que estão a ser empurradas para o negócio florescente dos grandes grupos privados no sector da saúde.

Exige-se, por isso, mais investimento, em médicos, em enfermeiros e outros trabalhadores da Saúde. Exige-se que se avance para a construção de um novo Hospital Central no Algarve a par do reforço dos cuidados primários.

Exige-se que em vez de se celebrarem, como se de um troféu se tratasse, a existência de um excedente orçamental, como ouvimos ontem o Ministro das Finanças, que se utilizassem esses mesmos recursos onde tanta falta fazem.

Sim, camaradas, ao contrário do que dizem, não há nem pode haver contas certas, quando uma grande parte dos recursos nacionais são utilizados para pagar os juros da dívida, para alimentar as parcerias público privadas ou para tapar os buracos da corrupção na banca.

Contas certas é responder, com justiça, às necessidades dos trabalhadores, do Povo e do País!

Dia 6 de Outubro é dia de cada um dar um sinal claro do que quer para o País.

Nestes quatro anos, avançou-se na reposição, defesa e conquista de direitos e rendimentos, que muitos pensariam perdidos para sempre.

Houve duas condições essenciais para que se fizesse este caminho.

A primeira foi o desenvolvimento da movimentação de massas, dos trabalhadores e das populações, durante o Governo PSD/CDS, que levou à sua derrota social e eleitoral, mas que prosseguiu depois, já com o Governo minoritário do PS.

A segunda foi a iniciativa e a força da CDU, que impediu que o PS tivesse as mãos livres para prosseguir a política de direita, dos cortes e do retrocesso, a mando da Troica estrangeira.

Esta importante força que aqui está que não hesitou nas anteriores eleições, quando outros davam a batalha por perdida, e felicitavam já o PSD e o CDS ou baixavam os braços, e apontou o caminho que permitiu abrir uma nova fase da vida política nacional. Foi uma opção clara, que visava em primeiro lugar afastar o PSD e o CDS do Governo, correspondendo à vontade expressa pelo povo Português e travar e reverter a sua política de retrocesso e criar as condições para dar respostas aos problemas do povo português.

Uma opção a favor do povo e dos trabalhadores, ou seja, não desperdiçar nenhuma oportunidade para defender os seus interesses, aspirações e direitos, e alcançar vitórias em seu favor.

É por isso que aqueles que diziam que o PCP e a CDU só servia para protestar, que não contribuía com propostas e projectos, são os mesmos que hoje não nos perdoam o papel que tivemos nesta nova fase da vida política nacional. Não perdoam cada avanço, cada conquista, cada benefício alcançado, por nossa iniciativa, pela nossa proposta, pela nossa persistência, para os trabalhadores e para o povo.

A CDU foi sempre a força da estabilidade dos direitos de quem trabalha, dos serviços públicos, das funções sociais do Estado. Venha agora o PS agitar o espantalho do perigo da instabilidade para reclamar a maioria absoluta sem falar nela, que nós perguntaremos, “estabilidade para quem?” De cada vez que o PS teve as mãos livres, a vida dos trabalhadores sofreu mais instabilidade e incertezas.

Por isso dizemos, que andar para trás não. Que avançar é preciso! E que isso é inseparável de dar mais força à CDU.

Sim, há o perigo de se andar para trás, se o PS tiver as mãos livres para retomar a política que sempre executou.

Andar para trás em áreas tão diversas como a legislação laboral, que o Governo PS escolheu para alterar neste final do seu mandato, dando resposta às exigências do patronato. Se estas alterações aquecessem o lugar na prateleira dos decretos em vigor, o que teríamos era a generalização e a legitimação da precariedade.

Os trabalhadores desta região, sabem bem o que significaria períodos experimentais de seis meses, correspondendo com a época alta do turismo.

Andar para trás também na defesa do Serviço Nacional de Saúde, marcando passo no seu financiamento.

Andar para trás nessa que é a medida mais importante das últimas décadas em defesa do ambiente, a redução do valor e o alargamento da área do Passe Social, para a qual o PCP e a CDU deram um contributo determinante.

Se o PS ficasse de mãos livres, voltaria a sujeitar o investimento para o alargamento da oferta com mais serviços e melhor conforto nos transportes públicos, como tem feito com todo o investimento público, à lógica das imposições de Bruxelas e à teoria das contas certas, deixando, por exemplo, a linha do Algarve novamente à espera do material circulante em falta. Isso levaria a que muitos dos que hoje se aproximaram do transporte público voltassem à utilização do transporte individual.

A este propósito, queremos aqui deixar uma palavra a todos os jovens que hoje, de forma genuína, saíram à rua em defesa do ambiente, acções nas quais os jovens da Juventude CDU participaram sob a consigna Capitalismo não é Verde.

Congratulamo-nos com a sua disponibilidade para agir perante problemas concretos de degradação da natureza, matéria para a qual nós e, particularmente, os nossos aliados do Partido Ecologista “Os Verdes” alertam há quase quatro décadas.

É justa a preocupação que se vem revelando por parte de tantos jovens perante o modo de produção capitalista que esgota os recursos naturais, na procura incessante do lucro.

Alertando para os riscos dos que alimentam um suposto conflito entre gerações, que visa culpabilizar as pessoas e ilibar o sistema capitalista, sublinhamos que o que é necessário não são proclamações vazias de conteúdo, mas sim actos concretos.

Actos concretos como o Programa Global para o equilíbrio ecológico, inserido no conjunto de medidas urgentes com vista à adopção de medidas de redução, reutilização e reciclagem de resíduos, de aumento da eficiência energética, à promoção da durabilidade dos equipamentos e do reforço dos meios humanos e materiais do Estado destinados à gestão e monitorização ambiental.

Actos concretos como a defesa da nossa Floresta, com a valorização das espécies autóctones e com uma intervenção imediata nas áreas ardidas como é o caso de Monchique e de Silves. Actos concretos que exigem investimento público, contrariando o que fizeram PSD e CDS, que retiraram 150 milhões de euros à Floresta no PRODER e a atitude do PS de fazer muitos anúncios, mas concretizar muito pouco, para manter as tais contas certas.

Onde estão as equipas de sapadores florestais ou o Corpo de Guardas Florestais aprovados na AR por proposta do PCP e da CDU? Onde está o apoio aos pequenos produtores florestais para a reposição do potencial produtivo? Onde estão os técnicos do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas para intervirem em defesa da Floresta?

Infelizmente não estão ainda no terreno. Para isso é preciso dar mais à força à CDU!

O voto na CDU é o voto que dá garantias de se bater por todas e cada uma das justas reivindicações das populações. É o voto que nunca traiu os seus compromissos.

Sabem bem as populações do Algarve que, no dia 7 de Outubro, cada voto na CDU será transformado, por cada um dos deputados eleitos em força de luta e de combate.

E que cá estaremos na luta por melhores pensões e reformas, e pelo direito à Reforma sem penalizações aos 40 anos de descontos, na luta pelo aumento geral dos salários e do Salário Mínimo Nacional para 850€, na luta pelas 35 horas de trabalho semanal para todos, na luta pela creche gratuita para todas as crianças até aos 3 anos, na luta por uma Escola Pública gratuita e de qualidade.

Nós queremos fazer o País avançar.

Está nas mãos do povo português, na sua vontade, na sua força, na sua determinação, na sua confiança, garantir que o País avança.

Este é o momento de falar aos que querem ver a sua vida andar para frente de forma mais determinada, aos que dizem que isto nunca muda, para lhes dizer que o seu voto na CDU será um contributo para essa mudança.

De dizer aos que vivem do seu salário e da sua pensão, aos que se indignam perante as injustiças que persistem, que não desistam. Aos que querem ver o seu salário e a sua reforma melhorados, aos que querem ter o direito a constituir família, e a ter uma vida digna, que não fiquem em casa. Assumam uma posição perante os problemas, dando mais força aos que nunca viram a cara à luta.

Vamos para esta última semana de campanha, em todo o País, com toda confiança.

Vamos disputar voto a voto, eleitor a eleitor, até dia 6 de Outubro vamos construir um grande resultado da CDU.

Está nas mãos de cada um escolher. Essa é uma responsabilidade que não pode ser deixada para outros. Cada um deve usar o seu voto para defender os seus direitos dando mais força e elegendo mais deputados da CDU.

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