Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Pelo respeito da soberania da Venezuela! Fim à desestabilização e às ameaças!

O PCP critica a decisão do Governo português de não se fazer representar na tomada de posse do Presidente da República Bolivariana da Venezuela e considera que esta atitude de claudicação nacional perante a União Europeia, que se insere na escalada de desestabilização e agressão contra a Venezuela, é contrária à defesa dos interesses de Portugal, do povo português e da comunidade portuguesa na Venezuela.

O PCP considera que Portugal deve pautar as relações institucionais com a Venezuela pelo respeito da Constituição da República Portuguesa, dissociando-se das acções de desestabilização e agressão contra aquele País e o seu povo.

O PCP salienta que Nicolás Maduro foi legitimamente eleito Presidente da República Bolivariana da Venezuela para o mandato de 2019-2025, em conformidade com a vontade do povo venezuelano expressa nos resultados da eleição presidencial de 20 de Maio último e de acordo com a ordem constitucional venezuelana.

O PCP condena o incremento da escalada de ingerência promovida pelos EUA e seguida de forma subserviente por países do denominado 'Grupo de Lima'. Escalada que se insere na operação de desestabilização e bloqueio económico, financeiro, político e diplomático que tem vindo a ser intensificada pela Administração norte-americana dirigida por Donald Trump, incluindo com a aplicação de sanções e mesmo a ameaça de intervenção militar, em afronta à Carta das Nações Unidas e visando atingir, antes de mais, a economia da Venezuela e as condições de vida do seu povo.

O PCP apela à solidariedade para com a defesa da soberania e independência nacional da Venezuela e a resistência e luta do povo venezuelano, para prosseguir o caminho das conquistas e avanços aberto pela Revolução bolivariana.

A convite das autoridades venezuelanas, o PCP fez-se representar na cerimónia de tomada de posse de Nicolás Maduro como Presidente da República Bolivariana da Venezuela para o mandato de 2019-2025, por João Pimenta Lopes, deputado do PCP no Parlamento Europeu e Vice-presidente da delegação à Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana (EUROLAT).

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