Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, Comício CDU

Construir com uma CDU reforçada um caminho de justiça e de progresso para Portugal

Construir com uma CDU reforçada um caminho de justiça e de progresso para Portugal

Aqui estamos chegados a este grande comício com a imensa confiança de uma força a somar apoios e, sobretudo, uma corrente de esperança que vê na CDU, na sua acção e nas suas propostas a solução para aprofundar e avançar no caminho da defesa, reposição e conquista de direitos e na solução dos problemas nacionais.

Estamos a caminhar para o fim da campanha eleitoral, estamos a escassos dias do acto eleitoral. Andámos por todo o lado, percorremos o País na pré-campanha e na campanha oficial, o que vimos e sentimos é a mesma expressão de confiança que este comício testemunha e dele transborda – a de uma força a crescer e que a crescer continuará até ao dia das eleições.

Muitos milhares agindo conscientes de que a tarefa principal que temos por diante até às 19 horas do dia 6 de Outubro é a da mobilização e convencimento, um a um, para o voto na CDU!

O voto nesta força que aqui está e que transporta um caudal imenso de esperança de que sim, é possível Avançar, de que é possível ir mais longe na elevação das condições de vida dos trabalhadores e do povo, que é possível uma ruptura com a política de direita, de que é possível a mudança a sério que o País precisa e construir com uma CDU reforçada um caminho de justiça e de progresso para Portugal.

É essa a convicção que temos. A convicção, testemunhada pela simpatia e a palavra expressa, de muitos eleitores, movidos pela clareza das nossas propostas e pela coerência das nossas atitudes e pela qualidade dos nossos candidatos neste Círculo Eleitoral de Setúbal.

Temos a convicção de que muitos portugueses ficaram no percurso desta campanha com mais razões para confiarem na CDU, que vêem na nossa Coligação Democrática Unitária a garantia da concretização dos seus anseios e das expectativas de uma vida melhor.

Uma campanha que tornou claro qual a real opção que está colocada ao povo português nestas eleições: decidir entre avançar no que é preciso fazer pelo desenvolvimento do País e pelos direitos dos trabalhadores e do povo, dando mais força à CDU para afirmar e concretizar uma política alternativa ou andar para trás, deixando o PS de mãos livres para praticar a velha política, com ou sem PSD e CDS.

Tal como ficou mais claro, pela nossa intervenção, o papel da luta dos trabalhadores e do povo e o singular e decisivo contributo da CDU, dos deputados do PCP e do PEV, não só para pôr travão e romper com um caminho de empobrecimento e exploração que há muito estava em curso, e que se acentuou com o último governo do PSD e do CDS, como o inquestionável papel nos avanços verificados e nas medidas de melhoria da vida dos trabalhadores e do povo, nos últimos quatro anos.

Sim, foi com a intervenção do PCP e da CDU que se abriu um caminho de defesa, reposição e conquista de direitos que embora limitados e aquém do que, era necessário e possível, têm inegável significado e isso reconheceram os trabalhadores e as populações com quem contactámos ao longo da campanha.

Reconheceram-no aqueles que viram repostos salários, direitos e valor de impostos injustamente extorquidos e que pensariam perdidos para sempre.

Reconheceram-no os muitos reformados e pensionistas que sabem que os sucessivos aumentos extraordinários das suas reformas e pensões são o resultado da insistente intervenção e proposta dos deputados da CDU.

Reconhecem-no os muitos homens e mulheres, os jovens casais, que viram garantidos manuais escolares gratuitos para os seus filhos e valorizado, ainda que parcialmente, do abono de família.

Reconhecem-no os muitos trabalhadores da Administração da Pública que, ainda aquém do que seria justo e necessário, viram repostos rendimentos e descongeladas carreiras.

Reconhecem-no muitos micro e pequenos empresários com quem falamos e que valorizam a nossa proposta concretizada de eliminação do Pagamento Especial por Conta.

Reconhecem-no as populações que viram concretizada ao fim de muitos anos de luta o passe social intermodal.

Poderíamos falar de muitas outras que deram resposta a sentidas necessidades dos trabalhadores e do nosso povo.

De facto, não há medida positiva nestes últimos quatro anos que não tenha tido a intervenção decisiva do PCP e da CDU. Muitas vezes vencendo a resistência e mesmo a oposição por parte do governo PS.

Podia ter-se ido mais longe? Sim, podia, se o PS não partilhasse como o PSD e o CDS algumas opções estruturantes que têm marcado a política de direita, nomeadamente se não estivesse comprometido com os interesses do grande capital e se não pusesse à frente da resposta aos problemas nacionais as regras e imposições da União Europeia e do Euro.

Foi hoje notícia que mais de 600 milhões de euros de lucros saíram do País para paraísos fiscais, sem serem tributados.

Parece que alguns acordaram hoje para o problema.

Tivesse sido aprovada a proposta que o PCP tem apresentada e que foi rejeitada por PS, PSD e CDS, e esse dinheiro cá teria ficado para reforçar o financiamento dos serviços públicos, para investir na saúde, para dar resposta aos problemas dos trabalhadores e do povo.

Estamos convictos de que o povo do distrito de Setúbal reconhecerá quão importante e útil tem sido o trabalho dos deputados da CDU!

Por isso dizemos que todos os que querem ver o País avançar e os seus direitos afirmados devem dar mais força à CDU.

É esta a opção fundamental e não outra, para quem quer ver assegurado não só o que foi conquistado, como para dar resposta mais plena aos problemas do País e às aspirações dos trabalhadores e do nosso povo, e garantir que nada do que foi conseguido volte atrás!

Sim, reforçar a CDU para avançar e impedir que se volte atrás.

Ninguém tenha ilusões, nenhum dos que governaram o País nas últimas décadas mudou.

Foram as circunstâncias que mudaram. E são as actuais circunstâncias que querem ver mudadas para recuperar o espaço de manobra perdido e para retomar, em toda a sua dimensão e amplitude, a velha política de empobrecimento dos trabalhadores e do povo que sempre defenderam e executaram.

Uma campanha que agora está a chegar ao fim mostrou e deixa claro que existe uma política alternativa e uma força – a CDU – com soluções para os problemas do País que há muito estão adiados.

Sim, nesta campanha trouxemos a debate, identificamos e tornámos evidentes os grandes problemas do País e apresentámos um Programa com soluções para os superar.

Assumimos como questão decisiva para o País, a necessidade de valorizar direitos e rendimentos dos trabalhadores. O aumento geral dos salários, incluindo o Salário Mínimo Nacional para 850 euros.

Uma emergência nacional, para uma mais justa distribuição da riqueza, para a dinamização da economia nacional, para fortalecer a Segurança Social e assegurar melhores pensões no futuro.

Sim, é preciso valorizar quem trabalha, mas também quem trabalhou. É necessário garantir o aumento do valor real e geral das pensões ao longo da legislatura, assim como o direito à reforma por inteiro e sem penalizações dos trabalhadores com 40 anos de desconto.

É preciso assegurar tempo para viver, harmonização entre a vida profissional e a vida pessoal e familiar, o combate à desregulação dos horários, a redução do horário de trabalho e o combate à precariedade, seja na Administração Pública, seja no sector privado.

É preciso avançar com a revogação das normas gravosas da legislação laboral, assegurando e protegendo os direitos dos trabalhadores.

Avançar decididamente com a nossa proposta de creches gratuitas para todas as crianças até aos 3 anos.

Sim, precisamos construir um melhor futuro para a juventude e as novas gerações, abrindo um caminho de esperança e estabilidade na construção de uma vida nova para milhares de jovens casais.

Portugal não está condenado a ficar para trás, nem a andar para trás. É possível e necessário realizar outra política e avançar.

Estas são soluções de uma força que fala claro ao País. Soluções de uma força que quanto mais pesar o seu voto, mais pesará nas decisões e na definição das políticas para o futuro.
Foi com a luta dos trabalhadores e das populações e a intervenção e acção das forças da CDU que se avançou. Será com a CDU reforçada que se avançará na solução dos problemas dos trabalhadores, do povo e do País.

Vamos, nestes poucos dias que faltam, acabar de construir aquele resultado que permita garantir que o País e a vida dos portugueses avance e não volte atrás.

Vamos dirigindo-nos a todos, incluindo a quem nunca votou na CDU, para destacar que é aqui, na Coligação Democrática Unitária, que encontram o grande espaço de convergência de democratas e patriotas, de todos aqueles que querem que o País avance nos salários e pensões, nos serviços públicos e nas funções sociais do Estado, no investimento público e na dinamização económica, na produção nacional e no trabalho com direitos.

Vamos, dirigindo-nos a todos aqueles que hesitam ainda sobre o voto certo para Avançar, mostrar que encontrarão na CDU a opção mais segura para o assegurar, porque este é o voto que garante uma alternativa verdadeiramente de esquerda.

Vamos, dirigindo-nos também a todos os que tendo votado antes noutros partidos nos dão razão, indo ai ao encontro de todos que reconhecem que a CDU faz falta à luta pelos seus direitos.

Vamos, dirigindo-nos a todos aqueles que não estando de acordo connosco em tudo sabem que esta é uma força que cumpre o que diz, que defenderá sempre os seus justos interesses, que não esquece os seus compromissos depois dos votos recolhidos, que não deserta de nenhuma luta em defesa do nosso povo e do nosso País.

A todos os que sabem que não somos iguais aos outros, a todos os que não confundem retórica e demagogia com uma sincera e séria atitude em defesa dos trabalhadores, dos reformados, dos pequenos empresários, das populações.

Vamos, dirigindo-nos a todos aqueles que nunca votaram, porque pensam que o seu voto não resolve, dizer-lhes que aqui na CDU o seu voto conta e conta bem para defender quem precisa, os trabalhadores, as camadas populares, os seus direitos e as suas condições de vida e que não se resigna perante as injustiças e as desigualdades.

Vamos, dirigindo-nos áqueles que sempre votaram CDU e sabem que o seu voto nunca foi traído, foi sempre honrado dizer-lhes que não se distraiam que é preciso lá estar no próximo domingo, porque nenhum voto pode faltar, porque aquilo que de verdadeiramente decisivo pode resultar das eleições é uma expressiva votação na CDU e o reforço do número de votos e de deputados.

Decisivo, para que no dia seguinte muitos não se apercebam tardiamente quanto o seu voto poderia ter contribuído para evitar que aqueles mesmos que tantas dificuldades impuseram e tantos direitos liquidaram no passado se encontrem com as mãos livres para retomar a velha política.

Vamos assegurar que esta corrente imensa de confiança na CDU; que este reconhecimento de que é com a CDU que contam para uma vida melhor; que esta esperança grande que anima muitos trabalhadores que se nos dirigiram de que com a CDU é possível Avançar, desaguará em mais votos e deputados indispensáveis a uma outra política patriótica e de esquerda.

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