Intervenção de Paulo Tavares , XXI Congresso do PCP

Organização Regional do Porto

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Camaradas

Em nome da DOR Porto saúdo o XXI congresso do PCP!

A situação social e económica do distrito do Porto nos últimos quatro anos, apesar das melhorias na vida dos trabalhadores e dos reformados através de propostas apresentadas pelo PCP na região, mantêm-se ainda um conjunto de problemas que não foram resolvidos por falta de vontade do Governo do PS.

Temos no Distrito do Porto o maior número de insolvências de empresas no país, representando 27,6% do total, 84549 inscritos no centro de emprego, dos quais apenas 53,7% recebem uma prestação de desemprego. De notar ainda que o desemprego real é muito superior ao registado, conseguindo-se perceber a situação dramática em que vivem milhares de famílias.

É também no distrito do Porto que se encontram o maior número de beneficiários do rendimento social de inserção 56.795, 26,8% do total de beneficiários o que revela a incidência da pobreza no Distrito do Porto.

Com papel activo e empenhado dos comunistas, a luta foi, e é vigorosa, criando entraves e limitações à ofensiva do grande capital e do Governo ao seu serviço.

Assumiu particular destaque a luta dos trabalhadores e a acção do Movimento Sindical Unitário, com grandes acções de convergência como as manifestações do 25 de Abril e do 1º de Maio.
Mas também com inúmeras acções ao nível das empresas e locais de trabalho dos diversos sectores de actividade como aconteceu em dezenas de locais de trabalho da indústria, do comércio, da logística, da hotelaria, dos transportes, das comunicações e telecomunicações, da cultura, da administração local, dos serviços públicos e do Sector Social.
Acções vigorosas de luta, reclamando mudanças de políticas por parte do governo, afirmando igualmente a importância, justeza e validade dos valores e conquistas de Abril.

Também os utentes lutaram e exigiram melhores serviços públicos, designadamente nos Correios, pelo direito à habitação, pelos direitos dos moradores dos Bairros Sociais e contra a extinção de freguesias, pela eliminação das portagens nas ex- SCUTS, pela remoção dos resíduos perigosos de S. Pedro da Cova, por mais e melhor qualidade dos transportes.

Nesta fase da vida política nacional, foi e é essencial a exigência da reposição e conquistas de direitos, para as quais contribuem as lutas dos trabalhadores na Administração Pública, as lutas pelos transportes públicos em defesa dos STCP e do Metro, que tem continuado pela exigência de melhores serviços, pela urgente expansão do Metro e pela conversão dos STCP em operador interno da Área Metropolitana do Porto.

Camaradas

A ORP teve neste período de quatro anos uma intensa actividade partidária, com um grande estímulo às lutas reivindicativas, mesmo em época de pandemia, com reforço da ligação e intervenção do Partido junto dos trabalhadores e das populações e principalmente um papel activo na denúncia da política de direita, da chantagem e da ingerência externa e na afirmação de uma alternativa política, da política patriótica e de esquerda.

A Organização Regional recrutou 380 camaradas desde o último Congresso. No âmbito da campanha dos 5 mil contactos, foram realizados 667 contactos dos quais resultaram 175 recrutamentos.
Tomaram-se medidas para criar novas células a funcionar nos Concelhos e responsabilizar mais camaradas neste trabalho.
Foi dada particular atenção à divulgação dos cursos de formação política e ideológica, da imprensa partidária, e reforço dos meios de propaganda e manutenção do equilíbrio financeiro da Organização.

Exemplo de uma organização coesa e activa, ao longo de 8 meses, realizamos 161 reuniões e debates, envolvendo a participação de quase 2 mil camaradas elegendo 51 delegados efectivos e levando a cabo uma ampla discussão das Teses e do projecto de Resolução Política.

Da discussão realizada na Organização Regional do Porto podemos transmitir ao Congresso o acordo generalizado com as Teses e a valorização do seu conteúdo e, em particular, das linhas de trabalho que apontam com vista ao desenvolvimento da luta e ao reforço do PCP.

As exigências que se colocam a um Partido Revolucionário são cada vez maiores, como as Teses apontam, o trabalho de organização é determinante para capacitar este grande colectivo partidário das condições que se lhe exigem para continuar a assumir o papel de vanguarda necessário à luta pelos Valores de Abril no futuro de Portugal!

Viva a luta dos trabalhadores
Viva o XXI Congresso
Viva o PCP!

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