Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Sobre a requisição civil decretada pelo Governo no sector de enfermagem

A pedido de vários órgãos de comunicação social:

Os enfermeiros estão sujeitos a um enorme desgaste e tendo sido reposta uma parte dos direitos cortados por sucessivos governos, em particular pelo Governo PSD/CDS, persistem problemas, no reconhecimento das progressões e valorização das carreiras e na falta de profissionais, a que o Governo deve dar resposta efectiva.

O PCP foi e é solidário com a luta dos enfermeiros em torno destas reivindicações que valorizam a sua actividade indispensável à defesa e valorização do Serviço Nacional de Saúde.

Ao mesmo tempo o PCP manifestou e manifesta a sua preocupação com a acção em curso que invocando o direito à greve incide sobre as cirurgias em alguns hospitais de forma bastante prolongada e que afecta brutalmente os utentes. O compreensível descontentamento e as reivindicações dos enfermeiros têm sido usados para pôr em causa o SNS e facilitar os lucros dos grupos privados da saúde. Alguns enfermeiros, estão a ser usados e pagos, com centenas de milhar de euros, cuja origem pode estar em grupos privados da saúde beneficiários directos da transferência das operações cirúrgicas. Esta acção afecta o respeito que os profissionais de enfermagem merecem da população, ataca o Serviço Nacional de Saúde e contribui para dar argumentos contra o direito à greve e para o uso da requisição civil.

A requisição civil, decidida na sequência do protelamento da resposta do Governo e das formas usadas por algumas estruturas dos enfermeiros, não resolve os problemas. O PCP entende que é necessário diálogo efectivo para responder aos problemas dos enfermeiros e do Serviço Nacional de Saúde e reafirma a importância da defesa e salvaguarda do direito à greve.

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