Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

PCP condena a decisão dos EUA de não cumprir o acordo nuclear relativo ao Irão

O PCP condena veementemente a decisão da Administração norte-americana de romper com o acordo nuclear relativo ao Irão e de impor novas sanções a este país, o que representa um grave passo na escalada belicista dos EUA e uma demonstração do seu desprezo pela Carta das Nações Unidas e pelo direito internacional.

A denúncia por parte dos EUA do acordo que firmou com o Irão, os restantes quatro membros permanentes do Conselho de Segurança – China, França, Reino Unido e Rússia –, a Alemanha e a União Europeia, constitui uma séria provocação e traduz o aprofundamento da sua política de confrontação.

O PCP alerta para o perigo da escalada de agressão do imperialismo norte-americano e seus aliados no Médio Oriente, nomeadamente contra o Irão ou o Líbano – na senda das guerras de agressão ao Afeganistão, ao Iraque, à Líbia, à Síria e ao Iémen.

O PCP sublinha o papel belicista e de sistemático desrespeito pelo direito internacional que tem sido desempenhado por Israel – potência nuclear, não signatária do acordo de não proliferação de armas nucleares, e que ocupa ilegalmente territórios palestinianos – e pela Arábia Saudita, países ambos responsáveis por guerras de agressão contra povos do Médio Oriente.

O PCP realça que as reacções da União Europeia e das suas principais potências à decisão dos EUA, evidenciando contradições, não apagam a sua responsabilidade e conivência com as operações de ingerência e agressão dos EUA e da NATO, como ficou patente na participação anglo-francesa nos recentes ataques militares à Síria, com base em mentiras da propaganda de guerra.

A defesa da paz no Médio Oriente não passa pela cedência à chantagem da Administração norte-americana. O Secretário-geral das Nações Unidas tem a obrigação de usar todos os meios e instrumentos de que dispõe para que a Organização das Nações Unidas assuma o seu papel na defesa dos princípios da sua Carta, incluindo a condenação desta decisão dos EUA que está claramente em confronto com a legalidade internacional.

O PCP exige do Governo português que, no respeito da Constituição da República, retire deste episódio todas as consequências em matéria de política externa, nomeadamente quanto ao fim do envolvimento de Portugal em operações de ingerência e agressão contra outros povos, em flagrante violação da Carta da ONU e do direito internacional.

Expressando a sua solidariedade para com o povo iraniano e demais povos do Médio Oriente, que resistem à violenta ofensiva do imperialismo contra a sua soberania e direitos, o PCP apela aos trabalhadores e povo português que redobrem os esforços na luta pela paz e na solidariedade com os povos vítimas das agressões imperialistas, e que participem nas acções de solidariedade com a Palestina, que se realizam nos próximos dias 14 de Maio, em Lisboa, e 15 de Maio, no Porto.

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