Intervenção de Lino de Carvalho na Assembleia de República

Movimento pela defesa e promoção da cultura e do direito dos povos indígenas

Sr. Presidente,
Srs. Deputados

Nas condições em que estamos a discutir os votos, duas notas iniciais.

Também nós saudamos e nos queremos associar ao voto de saudação pelo êxito inédito para o voleibol português conseguido pelo Sporting Club de Espinho, que aqui, obviamente, queremos sublinhar.

Também nós, obviamente, nos solidarizamos com as vítimas do acidente de Santa Comba Dão e com a necessidade de um debate em torno desta matéria e das causas do acidente.

Em relação aos outros votos das outras bancadas, face às condições em que os estamos a discutir, expressaremos a nossa posição através do sentido da votação.

Queremos, no entanto, referir-nos mais detalhadamente, embora de forma rápida, porque ainda nos vamos pronunciar em relação ao voto sobre Quioto, ao voto que apresentámos de saudação ao movimento pela defesa e promoção da cultura e do direito dos povos indígenas, traduzido na caravana do Exército Zapatista de Libertação Nacional.

Como é sabido, a defesa e a promoção dos direitos das nações e dos povos indígenas está, porventura, cada vez mais na ordem do dia. No México, como no Brasil, em África e no Sudeste Asiático, desenvolvem-se movimentos dos povos em defesa da sua cultura, dos seus direitos, do seu património e da sua dignidade, um movimento que no México é representado pelo Exército Zapatista de Libertação Nacional. E o eco mundial da sua marcha, que, partindo Chiapas, atravessou o México até à capital, é a expressão de uma luta mais geral em torno da defesa e do respeito que nos merecem os direitos desses povos.

O nosso voto, Sr. Presidente, vai no sentido de a Assembleia da República aproveitar essa marcha e esse movimento para nos solidarizarmos com a justa causa da defesa dos direitos dos povos indígenas.

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