Intervenção de Paulo Raimundo, membro do Secretariado do Comité Central, Encontro Nacional do PCP sobre as eleições autárquicas

A Luta dos Trabalhadores e as Eleições

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Camaradas,

A luta de massas, a luta das populações, a luta de diferentes sectores e em particular a luta da classe operária e dos trabalhadores, é o elemento determinante, o único e o mais certo caminho para garantir a defesa, conquista e reposição de direitos.

O único e o mais certo caminho para concretizar avanços.

Dizemos e repetimos,

foi a luta que retirou a base social de apoio ao governo PSD/CDS, foi a luta que derrotou o PSD/CDS em sucessivos actos eleitorais e que lhes selou o destino nas eleições legislativas de 4 de Outubro de 2015, arrumando-os do poder no dia 10 de Novembro às portas da Assembleia da Republica.

Uma luta promovida e incentivada pelo PCP, com um papel determinante dos comunistas no animar dos democratas para um processo que muitas vezes parecia condenado ao fracasso, mas no qual em nenhum momento perdemos a esperança, a convicção e a determinação de que esse era e é o caminho.

Essa luta e papel ímpar do nosso Partido que permitiu a concretização da nova fase da situação política em que nos encontramos, essa mesma que impôs uma alteração da correlação de forças; essa luta luta que tirou espaço ao PS e ao seu governo minoritário, essa luta que obrigou o PS e o seu governo minoritário a ir mais longe na defesa, reposição e conquista de direitos, ir mais longe do que era a sua vontade, do que era o seu programa e as suas opções.

Essa luta que apesar de todas as pressões, chantagens e cascas de banana lançadas para o chão, não teve, nem tem ilusões sobre os limites da actual fase da vida política nacional; mas também não desperdiça nenhuma oportunidade para trazer para o lado do trabalho tudo o que nos for possível; que não desperdiça nenhuma possibilidade para abrir brechas e alterar a correlação de forças no plano social e político.

Uma luta que tem a consciência dos limites, das opções de fundo e amarras em que o PS se coloca, uma luta que não deixando de valorizar tudo o que foi alcançado e que é resultado da sua própria acção e intervenção do nosso Partido, também sabe, e por experiência própria, que a história é reveladora do papel e atitude do PS em várias matérias em particular no que diz respeito à legislação laboral, salários, direitos dos trabalhadores e contratação colectiva.

Uma luta que ao contrário da vontade de alguns e ao contrário de que outros achavam, depois de derrotar o PSD/CDS, foi capaz de contrariar falsas expectativas, ilusões e atentismos e não ficou nem está à espera.

Uma luta que se virou para as empresas e locais de trabalho travando ai a batalha pelos salários, horários, contra a precariedade, pela contratação colectiva, por questões concretas, uma luta com pequenas e grandes vitórias, todas elas a contribuir para retirar espaço ao patronato, para elevar a consciência social e política dos trabalhadores e afirmar a cada vez mais urgente e necessária alternativa patriótica e de esquerda.

Uma luta que está em crescimento e que terá no 1º Maio, certamente um momento alto.

Um 1º Maio a partir das empresas e locais de trabalho, das reivindicações e problemas concretos que dê um sinal claro e inequívoco ao patronato e ao governo.

E camaradas, vamos realizar um grande 1º Maio. Vamos realizar um grande 1º Maio, tal como como realizamos uma grande manifestação nacional da juventude trabalhadora no passado dia 28 de Março, dia nacional da juventude, vamos realizar um grande 1º Maio porque há uma luta em desenvolvimento, há coragem e determinação, há vontade, força e empenhamento.

Um grande 1º Maio que dê um sinal político claro e inequívoco, que reforce e eleve a luta, que dê um contributo para todas as batalhas que temos pela frente.
A todos os que estão a construir o 1º Maio, a todos os que estão na luta pelos salários, horários, contra a precariedade, pela contratação colectiva, pelos direitos, pelo presente e pelo futuro.

A todos eles, daqui do nosso encontro nacional deixamos uma saudação.

Uma saudação ao movimento sindical de classe, à CGTP-IN e aos seus sindicatos, dirigentes, delegados e activistas.

Uma saudação que se estende de forma particular aos trabalhadores:
da Navigator Company; Imprensa Nacional Casa da Moeda; Grupo Auchan; Pingo Doce; Petrogal; Autoneum; SMP; cantinas do Município de Guimarães e escolas primárias de Santo Tirso; Randstad; Rauschert; Geberit; BA Vidro; OGMA; Cobert Telhas; centros de contacto da NOS, EDP, PT, Teleperformace; Hutchinson Borrachas; Corticeira Amorim; Serviços de Assistência Médico-Social do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas; EMEF; Thyssenkrupp Elevadores; Carrisbus; Soflusa; Transtejo; Tesco; Delphi; Matutano; Continente; Logística da Sonae; trabalhadores da administração local; Grupo Pestana; Valorsul; Amarsul; Inatel; Bosch Car; Multimédia; Mina da Panasqueira; Multiauto; Orica; trabalhadores não docentes, da Saúde, dos monumentos, museus, palácios e sítios arqueológicos, do Castelo São Jorge; Portway; Centro Nacional de Pensões; Carristur; INEM; Limpersado; Enfermeiros; Bingo do Vitória; Professores do ensino artístico e linguagem gestual; EPAL; da limpeza industrial do Aeroporto de Lisboa; Prado; Karton; CAMO; Frasam; Continental Mabor; Hutchinson; Europac; casino da Póvoa de Varzim; Prestibel; Gráfica Funchalense; PLASFIL; Secil; Valindo Têxteis; SUCH; Dia Mini Preço; CP Carga; Huber Tricot; e a tantos outros milhares de trabalhadores que em centenas de empresas e desde o inicio deste ano levaram e levam a luta e mobilização aos locais de trabalho.

A luta que travamos é uma luta difícil e exigente, mas é para continuar e levar para a frente. Uma luta que vale a pena, que o diga cada um que com contracto precário e a sua luta passou a efectivo; que o digam os trabalhadores que conquistaram aumentos nos salários; que o digam os trabalhadores da administração local que com a sua luta e um contributo ímpar das autarquias CDU consagraram as 35h de trabalho.

Vamos à luta que temos o 25 de Abril à porta, vamos à luta, vamos construir um grande 1º Maio.

Vamos à luta, que a luta vai contribuir para o resultado eleitoral da CDU nas autárquicas e um bom resultado eleitoral, cria melhores condições para continuar a lutar, defender, repor e conquistar direitos.

Viva a luta dos trabalhadores
Viva a CDU
Viva o PCP

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