Intervenção de Maria Luís Torres, XXI Congresso do PCP

A luta e intervenção do Partido na TAP

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Camaradas, o nosso Congresso realiza-se num momento em que se discute o futuro da TAP, empresa estratégica para o nosso país, a cujo caminho de privatização o PCP sempre se opôs.

Ainda em Junho deste ano, o Grupo Parlamentar do PCP apresentou na Assembleia da República um projecto de lei para a recuperação do controlo público da TAP e da SPDH, projecto esse chumbado com os votos contra do PS, PSD, CDS e IL.

No entanto, a situação financeira da TAP, fruto da gestão danosa do accionista privado, que apesar de ser minoritário detinha a sua gestão, e da actual situação pandémica, agravou-se de tal modo que o Estado assumiu 72,5% do capital da empresa, “CORRENDO “com a Azul do Sr. Neelman e demonstrando a razão das posições defendidas pelo PCP.

O Estado investe 1,2 mil milhões de euros na TAP, mas amarrado à exigência da UE de fazer um plano de reestruturação da companhia, plano esse que já concluído e que aponta, segundo veio a público para o despedimento de 2000 trabalhadores, além dos 1600 já despedidos por não renovação de contratos, assim como um ataque aos direitos dos trabalhadores, nomeadamente em cortes salariais na ordem de 25%. A confirmar-se, os militantes da célula acham inadmissíveis estas medidas e que os trabalhadores da TÃO tenham conhecimento das linhas gerais e gravosas da reestruturação da empresa através da comunicação social.

Os trabalhadores da TAP irão lutar contra a implementação deste plano de reestruturação e o PCP tem um papel importante nessa luta.

O nosso Partido no geral, e a célula em particular, tem levado a cabo diversas acções em defesa da TAP pública e dos seus trabalhadores e contra os desmandos dos privados, como por exemplo quando em 2018 se opôs à venda da Manutenção TAP, um sector muito apetecível, e exigiu que o Governo tomasse uma posição, ou a acção no passado mês de Abril no Aeroporto de Lisboa em defesa dos postos de trabalho.

No entanto, as tomadas de posição do Partido não são muitas vezes acompanhadas das acções de luta que as situações exigem. Isto também se deve à fragilidade do trabalho da célula e à fraca participação dos militantes. É difícil conseguir que os militantes da célula reúnam com regularidade, quer pelo facto dos seus horários, pois muitos trabalham por turnos, quer pelo facto de alguns não militarem. Para colmatar esta situação, tentamos também ter conversas individuais com os camaradas.

Por exemplo, este ano foi lançado um Manifesto em defesa da TAP pública, e a participação dos camaradas na sua dinamização tem ficado aquém do que é preciso. É necessário trabalhar ainda para conseguir na célula a cobrança de mais quotas, uma maior compreensão em relação à necessidade de participação nas campanhas e actividade do Partido e do cumprimento de tarefas. Valorizamos, apesar das dificuldades, a participação de camaradas em organismos de representação de trabalhadores, o que tem permitido uma tomada de posição constante sobre os seus problemas, nomeadamente na defesa da TAP pública.

Não desistimos! Há que fazer um trabalho persistente de acção política na TAP. Em virtude do quadro traçado torna-se urgente o recrutamento de novos militantes na TAP. Quando o futuro da TAP continua incerto, há que ganhar os nossos militantes e os trabalhadores para a luta nos tempos difíceis que se avizinham.

Viva o XXI congresso do PCP
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