Intervenção de Adília Candeias, XXI Congresso do PCP

A Campanha dos 5 000 contactos

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Boa tarde camaradas,

Dos Comunistas de Palmela saudações fraternais ao nosso Congresso convictos que estes três dias de intenso trabalho, somando todo o caminho percorrido até aqui, seja mais um marco importante na história do nosso partido, para um partido mais forte e influente, junto dos trabalhadores e das populações, na luta pela alternativa democrática e de esquerda, pelos valores de abril no futuro de Portugal.

Camaradas, gostaríamos de realizar o nosso Congresso tal como foi planeado pelo partido, longe de pandemias e livre de todos os constrangimentos a ela associados. contudo, a pretexto do surto pandémico multiplicam-se os despedimentos, as violações aos direitos dos trabalhadores, limitações às liberdades dos cidadãos, incutindo clima de medo e isolamento social, dificultando a vida das pessoas, deixando para trás os mais desfavorecidos e paralisando o País.

Situação que não podemos deixar de denunciar justificando ainda mais a importância da realização do Congresso hoje, assim como funcionamento regular do nosso partido e consequentemente a ligação aos trabalhadores e às populações, mobilizando contra o medo, esclarecendo, promovendo a sua unidade e luta na defesa dos seus direitos e da vida democrática.

Neste contexto continuamos a campanha dos 5000 contactos, organizada, personalizada, ouvindo o sentimento de vários trabalhadores e trabalhadoras, procurando criar organizações do partido onde não existem e novas células de empresa e locais de trabalho.

No desenvolvimento desses contactos em Palmela, com o levantamento de dezenas de nomes, ouvimos as lamentações de vários amigos, que, vão desde o trabalho precário, a desregulação dos horários de trabalho, a dificuldade de conciliação entre o trabalho e a vida familiar, o receio de não estar à altura da resistência e exigência partidária, as dificuldades de participação em reuniões e o receio de assumir a sua militância em contexto de trabalho.

Camaradas, estas tarefas exigem tempo, planeamento, muita persistência e criatividade, mas vale a pena continuar porque acreditamos que podemos ir mais longe e que apesar das justificações referidas, percebemos melhor, o respeito que as pessoas têm para com o partido, até na forma como reconhecem o papel insubstituível que o partido tem na sociedade. alguns tornaram-se militantes e outros admitem vir a filiar-se no futuro.

Os novos recrutamentos e a sua integração na vida das organizações de base merecem melhor atenção, atenção particular, às mulheres, principalmente às trabalhadoras que, consequência destes tempos difíceis são as mais penalizadas, na família e no mundo do trabalho. A intervenção das mulheres é indispensável na luta pela igualdade de direitos, pelo que o seu contributo é absolutamente necessário no seio da organização, para o reforço do partido, melhorando a ligação a todos os militantes, o funcionamento interno, assim como a todos os trabalhadores e populações.

A campanha anticomunista é avassaladora, como tem sido referido aqui por vários camaradas, mas um partido que resistiu à ditadura fascista, Um partido com 100 anos de vida e muita experiencia, já demonstrou que não abdicamos dos nossos princípios, não esquecemos as nossas origens, que em cada momento havemos de encontrar as melhores soluções para o desenvolvimento da luta dos trabalhadores e das massas populares.

Um partido que se renova mesmo quando alguns anunciam o seu fim, um partido que não se limita a gerir o sistema instalado, que exige a rotura com a política de direita, um partido que luta por uma sociedade nova e avançada, onde não haja exploração do homem pelo homem.

Este é o PCP.

Apresentamo-nos aos trabalhadores que decidirem tomar partido, que façam a melhor escolha, aquí têm o seu partido, O partido de todos os trabalhadores.

Viva o Congresso, viva o Partido Comunista Português.

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