Declaração de Bernardino Soares

Sobre a reunião no Infarmed

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As apresentações que hoje aqui tivemos por parte dos técnicos da área da saúde pública demonstram-nos que a situação que estamos a viver exige acompanhamento mas não permite dramatismos artificiais que não correspondem à situação concreta no terreno.

Há no entanto o comprovado valor da vacinação e também a comprovada necessidade de acelerar o reforço da vacinação, de forma a que a quebra da eficácia das vacinas com o decorrer dos meses, não coincida também ao período em que há mais gripe, mais doenças respiratórias, o período do Inverno. Ficou claro para o PCP que é preciso, neste mês que se segue até ao período do natal, fazer um enorme esforço para acelerar a vacinação. Diria que estamos num contra-relógio para podermos chegar ao momento mais crítico (final de Dezembro, Janeiro e Fevereiro) com o reforço da vacinação já feito, com a vacina da gripe administrada e com outras medidas também tomadas.

Esse é o desafio fundamental para o próximo mês. Mas isso não se faz por decreto e não se faz não reforçando os meios que estão no terreno a quem vai ser exigido um novo esforço para dar mais vacinas sem deixar para trás todas as outras atividades dos hospitais e dos centros de saúde. Os profissionais que nós temos nos centros de vacinação, que acumulam com os centros de saúde estão exaustos, estão há quase um ano em sobre-esforço, estão, uma parte deles, numa situação ainda de precariedade e é preciso tomar medidas imediatas para reforçar os meios para os centros de vacinação, para os centros de saúde e também alguns hospitais, para reforçar as unidades de saúde pública, que com o aumento do número de caso, brevemente vão deixar de conseguir fazer todos os inquéritos epidemiológicos que são indispensáveis para acompanhamento da pandemia. Essas medidas têm de ser tomadas.

É verdade que há vários meses, desde o início deste processo, que o PCP tem vindo a defender este reforço e a concretização destas medidas de reforço e elas tardam.

Se não o fizermos de imediato, se não reforçarmos estes meios, não vamos conseguir atingir o objetivo de uma cobertura vacinal adequada, reforçada, antes do Natal, que é o que nos garante que não vamos atingir as linhas vermelhas dos internamentos, em particular dos internamentos nos cuidados intensivos. É esta a preocupação que nós levamos desta reunião.

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