Declaração de Jorge Pires, Membro da Comissão Política do Comité Central do PCP

Sobre a reunião do Infarmed realizada no dia 8 de Março

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1 – Tal como já era previsível na reunião do passado dia 22 de Fevereiro, regista-se positivamente a continuação da descida sustentada do número de incidências por 100.000 habitantes e do número de internamentos, de forma mais acentuada do que os técnicos previam na altura.

Sublinha-se igualmente que Portugal é hoje o País da União Europeia com o menor índice de transmissibilidade da Europa, estando assim criadas as condições para o desconfinamento tão necessário à vida do País e dos portugueses.

2 – Registamos com preocupação o facto de, nesta reunião, ao contrário das últimas, não se ter verificado nenhuma intervenção dos técnicos sobre vacinação, nomeadamente o facto de estar em causa a possibilidade de se atingir a imunidade de grupo em Agosto, como previsto no plano, devido à não entrega das vacinas contratadas às farmacêuticas. Reafirmamos a importância decisiva da vacinação rápida de toda a população, pelo que se exige ao Governo a necessidade de diversificar a aquisição de vacinas já aprovadas pela OMS e outras entidades nacionais, não ficando dependente dos contratos realizados pela Comissão Europeia.

3 – No combate à COVID-19 assume particular importância, para além da testagem massiva e da vacinação rápida de toda a população, o rastreio de novos casos e dos contactos por estes realizados, como forma de cortar as cadeias de contágio e monitorizar a entrada das novas mutações do vírus em Portugal.

Regista-se o facto de nesta reunião se ter chamado a atenção para a importância da estrutura de saúde pública neste combate, tema que o PCP desde há muito tem vindo a tratar na sua intervenção, avançando um conjunto de propostas com medidas concretas, nomeadamente a contratação dos profissionais em falta o que até hoje não mereceu da parte do Governo a atenção necessária, como acontece com a proposta apresentada pelo PCP e inscrita no Orçamento do Estado para a contratação dos mais de 500 profissionais em falta na estrutura.

4 – O PCP reafirma que o que o País precisa é de reforçar a protecção individual, fazer a pedagogia da protecção e reforçar o SNS, concretizando todas as medidas aprovadas no Orçamento do Estado.

O que o País precisa é de dinamizar a actividade económica, garantidas todas as condições de segurança dos trabalhadores, as actividades cultural e desportiva, e simultaneamente garantir a protecção social a todos aqueles que perderam as suas remunerações, e garantir o salário a 100% aos pais das crianças até aos 16 anos que têm de ficar confinadas em casa devido ao encerramento das escolas.

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