Intervenção de João Oliveira na Assembleia de República

O PS juntou os seus votos à direita para chumbar a resposta de esquerda no combate à precariedade laboral

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Sr. Presidente,
Srs. Deputados,

O PCP apresentou o Projeto de lei de combate à precariedade porque os trabalhadores precisam de solução para os seus problemas, precisam de solução:

- Para que os seus contratos de trabalho sejam reconhecidos;

- Para que não terem de viver sujeitos aos contratos a prazo ou temporários;

- Para não serem sujeitos à chantagem e incerteza do período experimental de 180 dias ou dos contratos de muito curta duração;

- Para que as empresas não possam despedir e contratar a seu bel-prazer.

Há soluções para esses problemas e o PCP trouxe-as à discussão.

Essas soluções são soluções de uma política de esquerda e fazem aliás parte do núcleo essencial de qualquer política que queira classificar-se como de esquerda.

E só não estamos hoje a votar uma lei que dê uma resposta de esquerda no combate à precariedade laboral porque o PS decidiu juntar os seus votos à direita para chumbar essas soluções.

Depois de aprovar em Junho na generalidade o Projeto de lei do PCP, depois de destacar a importância das soluções apresentadas, depois de encher discursos reivindicando-se um partido das políticas de esquerda, o PS dá o dito por não dito, junta-se a PSD, CDS, IL e Chega e chumba integralmente as soluções de combate à precariedade laboral.

Não é no discurso que se faz a prova de esquerda das opções políticas, é nas soluções concretas que se concretizam que essa prova é feita.

Senhoras e senhores deputados do PS, não é ao PCP que o PS falha, é aos trabalhadores e às soluções de uma política de esquerda que sirva os trabalhadores e os seus direitos.

Às centenas de milhares de trabalhadores que hoje voltam a ver o PS falhar-lhes a mensagem que lhes deixamos é a de que a nossa luta continua.

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