Intervenção de Paula Santos na Assembleia de República

"Positivo para os reformados, é o facto de PSD e CDS terem sido afastados do governo"

Sr. Presidente,
Sr.as e Srs. Deputados,

O debate marcado hoje pelo PSD é uma repetição de um debate agendado pelo CDS. Não será, certamente, uma coincidência…! O PSD parece estar sem estratégia e vai copiar a estratégia do seu parceiro de coligação.

É concorrência com o CDS? É marcação ao CDS?

Independentemente da sua motivação, o PSD vem apenas repetir o mesmo número de utilizar os idosos para procurar limpar as suas responsabilidades. Quer passar uma borracha sobre as políticas de empobrecimento que impôs à população idosa, que tratou como «peste grisalha».

Quer sacudir as suas responsabilidades no aumento da pobreza, das desigualdades, da degradação de condições de vida dos idosos, reformados e pensionistas, as responsabilidades que têm no problema que criaram aos idosos com o IMI (imposto municipal sobre imóveis) e que só agora começou a ter solução.

Mas, depois de todas as malfeitorias da responsabilidade do PSD, alguém conscientemente acredita que o PSD está verdadeiramente preocupado com os idosos do nosso País?!

Perante os seus principais problemas, o PSD não traz à discussão uma única proposta para a sua resolução.

A propósito de envelhecimento positivo para os reformados, é um facto que, a partir do momento em que o PSD e o CDS foram afastados do Governo, foi possível aprovar aumentos de pensões pelos quais o PCP há muito se bateu.

Recorro a uma expressão que o PSD e o CDS precisam mesmo de ouvir hoje: os idosos não podem ser utilizados como arma de arremesso político, como faz o PSD.

Ao contrário do que fez e faz o PSD, o PCP defende mesmo os reformados e os idosos e, por isso, lutamos e continuaremos a lutar para ir mais longe na valorização das pensões e das reformas, na valorização das longas carreiras contributivas, no acesso à saúde, no reforço da resposta pública em equipamentos sociais para idosos, mesmo que sobre isto o PSD não tenha uma única proposta para apresentar.

Ao contrário do PSD e, já agora, também do CDS, o PCP continuará a assumir e a levar à prática a opção da dignidade e da defesa dos direitos dos reformados e dos idosos.

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