Ano novo, velhos problemas no Ensino Superior – os de sempre, muitos agravados.
Agrava-se a elitização no acesso ao ensino superior – um direito de todos que o Governo quer tornar mais exclusivo de quem consegue pagar, com o aumento das propinas ou alterações na Ação Social Escolar que baixarão o valor das bolsas para muitos alunos.
Na primeira fase de acesso, o número de alunos colocados aumentou em cerca de 50 mil… Só três por cento são de famílias com condições económicas mais reduzidas.
Quanto ao novo modelo de Ação Social:
Crescem as preocupações com a possibilidade de bolsas em valores mais baixos este ano, mesmo em condições económicas idênticas às do ano passado;
O valor cobrado por cama em residência estudantil aumenta de forma galopante;
As Instituições passam a poder concessionar os serviços da ASE;
É clara a ameaça de agravamento do preço das refeições quando as cantinas forem concessionadas;
Aumentam os prejuízos para estudantes.
Para que fique claro:
- O Governo garante que não haverá aumento do valor das propinas?
- E está em condições de garantir que um aluno que mantenha as condições económicas não verá reduzir o valor da sua bolsa?
É necessário eliminar os custos de estudar no ensino superior, garantindo o acesso a este direito; é urgente extinguir as propinas e aumentar os apoios de ação social escolar, o valor das bolsas e o número de estudantes abrangidos.
Inicia-se um novo ano, e mantém-se a precariedade estrutural e generalizada no ensino superior;
A figura do professor convidado generaliza-se de forma sistemática para suprir necessidade permanentes;
Os bolseiros de investigação trabalham, mas sem contrato de trabalho.
Importa aumentar o financiamento das Instituições, para contratar esses trabalhadores, e é imprescindível valorizar a carreira de docentes do ensino superior e de investigação científica.
É preocupante a situação da transição para Universidade dos institutos politécnicos do Porto e de Leiria:
Não foi acautelada a situação dos especialistas, sem correspondência na carreira universitária.
Desrespeitam-se os professores convidados, com propostas de cortes remuneratórios de 30% a 40%.
Não são contados os pontos acumulados na carreira no politécnico; nem é considerada a especificidade do ensino artístico, como acontece em Leiria.



