A realização dos rastreios oncológicos pode mesmo salvar vidas e assegurar a sua cobertura em todo o território do nosso país é fundamental para alcançar este objetivo. São os profissionais que o referem, vezes sem contas, da necessidade, de facto, de se avançar nesse sentido de uma forma firme e determinada e que efetivamente se assegure esses rastreios oncológicos.
É nesse sentido que o PCP traz esta iniciativa, porque a realidade tem inúmeras assimetrias no nosso território, não só dentro daqueles rastreios que já hoje se realizam, e de facto mesmo dentre esses, há rastreios que ainda são muito insuficientes e são em número reduzido. E por isso é que nós propomos que seja assegurado em todo o território o rastreio do cancro da mama, do rastreio do cancro do colo do útero e do colo do reto.
Consideramos também que é importante assegurar a formação por parte dos profissionais sobre estas matérias, assim como a que sejam dotadas as unidades locais de saúde dos meios e recursos para este objetivo e a possibilidade, até porque bem sabemos, da vida profissional dos utentes, a necessidade de poder haver até horários alargados para a realização destes rastreios. Os números são de facto avassaladores. Não só as causas de morte no nosso país em resultado das doenças oncológicas é uma é um dos principais motivos de morte como os cancros que e muitos desses resultam de cancros que têm já rastreios e oncológicos de base populacional no nosso país. E, portanto, queremos colocar o foco aqui, na necessidade também de assegurar o tratamento e o devido acompanhamento por parte dos doentes oncológicos, mas hoje neste debate queremos centrar o nosso foco de facto na detenção precoce do cancro.
Todas as senhoras e os senhores deputados conhecem os dados, conhecem a realidade e sabem como isso pode ser determinante. Não só eu comecei a minha intervenção a fazer a referência, não só para salvar vidas, mas também sabemos como isso pode ser terminante para evitar sequelas maiores no futuro para os cidadãos e para os utentes.
Rejeitamos e foi de facto inacreditável ter ouvido aqui o PSD fazer referência aos impactos financeiros numa matéria como esta. Nós sabemos o peso que as doenças oncológicas têm, sabemos, de facto, o impacto do ponto de vista físico, mas também psíquico, não só dos doentes, mas também das suas famílias. E vir aqui evocar argumentos economicistas numa matéria em que se deveria fazer tudo o que esteja ao alcance por parte do governo para assegurar os cuidados de saúde a que estes doentes têm tem devem ter, é de facto inacreditável. Isso demonstram como da parte do PSD de facto há aqui opções que de facto são absolutamente inaceitáveis relativamente a estas matérias. Nós esperamos de facto que seja possível haver avanços, avanços significativos. Consideramos também que possa haver também rastreios para outros tipos de cancro. Sim, havendo condições, havendo a evidência científica que demonstre de facto essa vantagem, devem também ser realizados. Não podemos é aceitar que, de facto, mais uma vez e para o PSD já percebemos que são as questões económicas que prevalecem em relação às questões de saúde e isso para nós é profundamente inaceitável.






