Intervenção de João Oliveira no Parlamento Europeu

O Mercado Único é prejudicial - para os povos e as economias menos desenvolvidas

O Mercado Único é prejudicial - para os povos e as economias menos desenvolvidas

Senhora Presidente, Senhor Comissário Séjourné, as propostas que aqui discutimos hoje para o aprofundamento do Mercado Único estão pensadas para favorecer a acumulação de lucros pelas multinacionais e para garantir o controlo das economias mais frágeis e mais débeis da União Europeia pelas economias mais fortes.

 

Estas medidas são pensadas em favor das multinacionais e em prejuízo das micro, pequenas e médias empresas. Elas promovem a financeirização das economias e não o apoio às actividades produtivas. Elas põem em causa os direitos dos trabalhadores e utilizam‑nos como moeda de troca para a acumulação de lucros à escala da União Europeia.

 

O 28.º regime jurídico, que é um offshore federal para as multinacionais, é um dos exemplos que comprova isso mesmo. Mas também encontramos esse exemplo nas medidas que estão previstas relativamente à desregulação e à eliminação de critérios e de medidas de natureza prudencial, previstas durante a crise financeira para preservar os interesses dos consumidores e dos depositantes e, particularmente, no sector financeiro, e que hoje estão apontadas para serem eliminadas para favorecer os grupos financeiros.

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