Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Medidas que a especulação e inflação impõem: Regular preços. Aumentar salários e pensões

Os dados hoje divulgados pelo INE sobre o crescimento da inflação, que apontam para um aumento de 8% de variação homóloga no mês de Maio e 5,6% de inflação acumulada desde o início do ano, confirmam o impacto da subida generalizada dos preços e a necessidade de medidas urgentes que assegurem a recuperação e valorização do poder de compra por parte dos trabalhadores e do povo português.

Com particular expressão nos bens energéticos e alimentares, a subida dos preços, que já vem do segundo semestre de 2021, é no entanto mais vasta e atinge de forma particularmente violenta as camadas da população com rendimentos mais baixos.

O Orçamento do Estado para 2022 foi aprovado na semana passada. Mas o que a vida está a demonstrar é que este Orçamento não serve para responder a uma situação de agravamento diário dos preços, corroendo poder de compra, atingindo o mercado interno e engordando os lucros dos grupos económicos. O aproveitamento pelo grande capital, quer da epidemia, quer da guerra e das sanções é descarado. São precisas medidas urgentes para interromper o empobrecimento acelerado de parte da população, o agravamento da exploração e a especulação.

O PCP reafirma que na actual situação nacional impõe-se um aumento geral dos salários – dos sectores privado e público - incluindo um aumento extraordinário do Salário Mínimo Nacional para 800 euros em Julho.

Exige-se o aumento que reponha o poder de compra de todas as pensões com um valor mínimo de 20 euros.

Há que avançar para a regulação dos preços dos combustíveis e dos bens alimentares, impondo preços máximos, tal como da habitação. Nada fazer, como pretendem PS, PSD, Chega e IL, é ser conivente com o escandaloso aproveitamento que os grupos económicos estão a fazer da actual situação.

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