Intervenção de Diogo d’ÁVila, Membro do Executivo e do Secretariado da Direcção da Organização Regional de Santarém do PCP, XX Congresso do PCP

Organização Regional de Santarém

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Em nome da Organização Regional de Santarém saúdo calorosamente o nosso XX Congresso.

Congresso que contou em Santarém com o esforço e contributo de 1.359 camaradas, nas 101 reuniões de discussão que realizamos desde Abril. Do debate tido, em particular na 3ª fase de discussão, destacamos uma clara identificação e acordo por parte dos membros do Partido com o conteúdo das Teses – Projecto de Resolução Política colocado à discussão, tendo-se igualmente registado um conjunto importante de contributos e sugestões válidas para a acção e intervenção colectivas. Fizemos um esforço para preparar o Congresso em estreita ligação com as diversas tarefas a que o Partido foi chamado a dar resposta, bem como ligando o conteúdo das teses à realidade concreta em que vivemos.

Foi neste quadro que decidimos realizar a nossa 10ª Assembleia da Organização Regional no final de Maio, na qual procedemos a uma avaliação da situação política, económica e social no distrito, ao desenvolvimento da luta nos últimos anos e ao ponto de situação da organização, apontando medidas para o seu reforço.

Medidas e orientações que visam à organização de mais camaradas a partir das empresas e locais de trabalho, bem como a reactivação, criação ou reforço de células de empresa.

Medidas para o recrutamento e adequada integração dos novos militantes, sendo que aderiram ao Partido 251 novos militantes desde o último Congresso, 40 só neste ano, que daqui saudamos.

Medidas para melhor difundirmos o Avante! e O Militante, para reforçarmos a capacidade financeira, para potenciarmos todas as possibilidades de distribuição de tarefas por mais camaradas, de responsabilização de quadros, de criação de mais organismos do Partido, de melhoria do nosso trabalho de informação e propaganda, entre outros aspectos.

Não deixamos de valorizar os avanços alcançados a vários níveis, por exemplo a concretização com êxito da Campanha Nacional de Fundos na qual ultrapassamos em 21% os objectivos definidos, sobretudo porque eles são a demonstração de que é possível reforçar o Partido, de que há forças, vontade e condições para estarmos à altura das exigências que a situação nos coloca.

O distrito de Santarém foi profundamente atingido pela política de direita levada a cabo pelo anterior governo do PSD/CDS-PP.

Que o digam os trabalhadores da Tegael, da Martifer, da Renoldy, da Unicer ou das mais de 800 outras empresas que encerraram atirando milhares para o desemprego. Que o digam os restantes trabalhadores no distrito, que viram o seu poder de compra baixar significativamente. Que o digam os milhares de trabalhadores com vínculos de trabalho precários, em particular os mais de 40% de jovens nesta situação.

Que o digam os utentes que viram encerrar serviços de saúde em todos os concelhos, deixando milhares de pessoas em gravíssimas condições de acesso, encerraram 400 escolas nos últimos 15 anos, encerraram os tribunais de Mação e Ferreira do Zêzere, balcões da Segurança Social ou viram permanecer as portagens na A23 e A13.

Nada disto fizeram sem resistência e luta. Foi essa luta persistente, determinada, corajosa, organizada que permitiu impedir que PSD e CDS-PP fossem mais longe nos seus objectivos.

Foi essa luta que nos empenhamos por fazer chegar até ao voto nos 4 actos eleitorais nos quais estivemos envolvidos.

Foi essa luta que permitiu trazer mais gente para o campo de apoio à urgência do afastamento daqueles partidos do governo.

Saudamos em particular a luta dos trabalhadores da Rodoviária do Tejo e da Barraqueiro, a luta dos trabalhadores da Postejo e da Modelo Continente, a luta dos trabalhadores da CBI e das trabalhadoras do Centro Social João Paulo II, a luta na base logística do Minipreço, nos CTT, nas Câmaras Municipais, nas escolas ou nos hospitais.

Pela sua persistência, combatividade e vitória destacamos a luta dos trabalhadores ferroviários, particularmente dos reformados, contra a privatização e desmantelamento da EMEF e pela reposição do direito ao transporte gratuito. Este é um bom exemplo de gente que não parou de lutar, onde os resultados tardaram em aparecer, gente que foi alvo de fortes apelos à resignação, alvo de grandes lições sobre a inevitabilidade e que perante tudo isto se despedia sempre com um «A Luta Continua» na ponta da língua, para no dia seguinte continuarem a mobilizar e animar, até que efectivamente a vitória chegou.

A todos os que não desistiram de lutar, mas também aos que o fizeram e aqueles que ainda não deram esse passo daqui dizemos que se juntem a nós. Que ninguém fique à espera para ver o que aí vem, mas que cada um tome em suas mãos a construção da melhoria das suas condições de vida e de trabalho.

Também em Santarém podem contar com os comunistas portugueses, para animar, organizar e dinamizar essa luta. Podem contar com o seu Partido, o Partido Comunista Português!

Viva o XX Congresso!
Viva a JCP!
Viva o Partido Comunista Português!

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