Intervenção de Alexandre Fernandes, Membro da Comissão Executiva da Direcção da Região Autónoma da Madeira do PCP , XX Congresso do PCP

Organização da Região Autónoma da Madeira

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A Organização Regional da Madeira saúda calorosamente todos os delegados e convidados ao XX Congresso do Partido Comunista Português.

Nos últimos anos temos sido fustigados por intempéries e incêndios que se tem traduzido em importantes perdas económicas e com impactos sociais nas populações altamente devastadores. Os incêndios de 2012 e de Agosto último não foram apenas consequência das condições meteorológicas adversas. A negligência dos governantes - um serviço de protecção civil amorfo, a ausência de meios de combate eficazes, e em quantidade suficiente, contribuíram largamente para a dimensão da tragédia.

A situação económica e social é extremamente delicada. Como resultado da destruição dos sectores produtivos desta pequena região insular, fruto de uma política de 40 anos assente no desenvolvimento baseado no betão que criou uma dívida pública de quase 7 mil milhões de euros, bem como de uma tripla penalização da troika estrangeira e nacional bem como dos PAEL impostos aos trabalhadores e ao Povo, passamos por uma longa e penosa travessia do deserto. A taxa de desemprego real - que desde 2011 não parou de aumentar, aliás, ao nível do país somos a região que mantém a taxa mais elevada de desemprego, com especial incidência nos jovens e no desemprego de longa duração.

Em consequência, estima-se que tenham emigrado mais de 50 mil madeirenses num universo de 260 mil. Este fenómeno social teve um impacto tremendo na estratificação social. As verdadeiras consequências da emigração em massa só serão possíveis de quantificar no médio/longo prazo, mas, é possível constatar um notório envelhecimento da população e uma taxa de natalidade muito baixo, a mais baixa do país.

A Madeira registou nos últimos quatro anos importantes alterações no seu quadro político. Fruto da degradação da situação social da população devido à política desastrosa do jardinismo, e pela constante denúncia e combate político por parte do PCP, as eleições Autárquicas de 2013 foram penosas para o poder local dominante até então do PSD, com a perda de 7 dos 11 municípios da região, com um reforço da votação na CDU, que passou a contar com mais eleitos.

Salientamos a importante recuperação do grupo Parlamentar do PCP na Assembleia Legislativa da Madeira nas eleições Regionais de 29 de Março de 2015 onde a CDU alcançou um importante resultado com 7060 votos, elegendo 2 deputados, tendo ficado a 11 votos do terceiro, que retiraria a maioria absoluta ao PSD, confirmando as condições positivas para a intervenção e reforço do PCP e da CDU na RAM.

Camaradas e amigos,

A incompetência é a nota dominante do actual governo regional onde os protagonistas de era jardinista continuam no poder, apenas com uma mudança de cadeiras que serviu para calar os contestatários com a tomada dos destinos governativos do PSD Madeira e da Região por Albuquerque.

A política de direita originou uma luta diária dos trabalhadores, pela melhoria das condições de vida, contra a perda de direitos e pelas conquistas de Abril.
Foram os trabalhadores os mais massacrados, com maior expressão numa região com tão poucas oportunidades. Contudo temos situações que resultaram em sucesso na luta dos trabalhadores. Damos o exemplo da Empresa de Cervejas da Madeira que procedeu a um grande despedimento colectivo. Após muita luta dos trabalhadores foi obrigada a reintegrá-los. Uma importante vitória foi também a reposição do horário de 35h semanais na administração pública e local.

No quadro da Organização Regional, a par de muitos esforços para criar mais partido nos locais de trabalho e nas localidades, destacamos a decisão de adquirir o novo Centro de Trabalho no Funchal que se reveste de importante significado político e partidário. A nova sede regional do PCP na Madeira, em edifício próprio e autónomo, dispondo de localização central, dotado de condições de funcionalidade e de trabalho, corresponde integralmente às responsabilidades e prestígio crescente do Partido na região.

Temos a perfeita consciência que há um longo caminho a percorrer, difícil por sinal, com muito por fazer nas empresas e nos locais de trabalho, nas localidades e nas freguesias. O compromisso do PCP é estar onde os trabalhadores e o povo precisarem que o Partido esteja.

Viva o XX Congresso do PCP
Viva o Partido Comunista Português

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