Intervenção de Teresa Pires, Membro da Direcção da Organização Regional de Beja do PCP, XX Congresso do PCP

Organização Regional de Beja

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Camaradas,

A Luta dos comunistas é indispensável ao desenvolvimento da região e do País.

Falar de Alqueva é falar da coerência que o PCP sempre demonstrou na sua defesa, enquanto outros (PS, PSD e CDS) foram responsáveis pelo seu atraso. Falar do Aeroporto de Beja é falar das autarquias CDU que lançaram a ideia do aproveitamento civil da Base Aérea. Falar das carências de acessibilidades é evidenciar o papel do PCP nas diversas lutas que têm sido travadas.

Continuamos, empenhados em lutar:

- Pelo desenvolvimento de uma política agrícola e pecuária, que aproveite os recursos existentes, valorize o papel dos trabalhadores e dos pequenos e médios agricultores, assegure o aproveitamento do regadio de Alqueva e o seu alargamento, promova a diversificação de culturas, incentive a componente de transformação e consolide os sectores tradicionais como o vinho e o azeite, salvaguardando as incidências ambientais;

- Pela defesa e aproveitamento dos recursos mineiros, incluindo a sua transformação e pondo fim à opção de gestão que está a ser seguida que privilegia a depauperação dos nossos recursos e a drenagem de milhões de euros para o grande capital (através também da usurpação de dinheiros públicos como acontece com os milhões de euros concedidos em benefícios fiscais), ao mesmo tempo que persiste a precariedade e o trabalho sem direitos.

- Pela devolução à gestão pública do Aeroporto de Beja, com envolvimento das instituições da região, assegurando as condições necessárias para aproveitar as suas múltiplas potencialidades.

- Pela construção e melhoria das principais acessibilidades rodoviárias do distrito e pela aposta na rede ferroviária e na sua modernização.

O trabalho desenvolvido no Poder Local Democrático tem contribuído para o seu reconhecimento. A luta para o defender e reforçar é uma preocupação permanente do PCP, de que faz parte a luta pela devolução das freguesias roubadas às populações e o apoio à criação da Comunidade Regional do Alentejo como contributo e passo no caminho da criação das Regiões Administrativas.

De sublinhar ainda a luta que travámos e que continuaremos a travar pela melhoria dos serviços de saúde, pelo acesso à educação nos seus diversos níveis, pelo apoio à acção social e pela salvaguarda da gestão da água como bem público.

Referir também a intervenção empenhada dos comunistas nas autarquias locais, na Assembleia da República, no Parlamento Europeu, mas também na Festa do Avante! e no movimento associativo popular, para que um forte traço de união e de identidade do povo Alentejano – O Cante – fosse elevado a Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Camaradas,

O Partido foi um dos temas mais abordados na fase preparatória. Apesar de avanços nos últimos 4 anos, como os cerca de 250 recrutamentos, a realização de cerca de 40 assembleias de organização, e outras medidas de estruturação, direcção e quadros, subsistem dificuldades a ultrapassar, com prioridade para intervenção organizada dos comunistas junto das empresas e locais de trabalho, no seio dos trabalhadores.

Avançámos com a criação de uma Brigada Regional de Empresas, que embalou com a dinâmica das últimas batalhas eleitorais e com a campanha «Mais direitos, mais futuro. Não à precariedade». Uma brigada que actua junto dos trabalhadores das Autarquias Locais, e da Administração Pública Central, que vende o Avante! nas minas de Aljustrel e Neves-Corvo, que madruga com os trabalhadores dos supermercados de Beja, que desbrava terreno junto dos operários agrícolas, que alarga a acção junto de quem trabalha nas Instituições Particulares de Solidariedade Social.

Temos de prosseguir e intensificar este trabalho para enquadrar e envolver os membros do Partido que trabalham nestes e noutros locais de trabalho (exista ou não célula), não deixando a intervenção só à porta. E melhorar a articulação com os responsáveis de cada concelho, para que esta tarefa seja também sentida como uma responsabilidade das organizações locais onde se localizam as empresas. E avançar mais na sindicalização, na produção de documentos dirigidos, na mobilização para a luta, no recrutamento para o Partido.

Outro avanço importante foi a entrada em funcionamento da Comissão Sindical Regional, onde se responsabilizaram camaradas pelo acompanhamento dirigido aos militantes que intervêm em cada um dos sindicatos.

Na preparação do Congresso: contámos com cerca de 1300 presenças; ultrapassámos a centena de reuniões, plenários e assembleias para discussão das teses e eleição dos delegados; realizámos vários debates temáticos. O projecto de resolução política mereceu o apoio e a concordância geral dos camaradas.

Afirmámos e aprofundámos a identidade do Partido. Saímos reforçados. Reforçados para continuar na luta e no reforço do PCP!

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