Intervenção de Débora Santos, membro do Secretariado e da Comissão Política da Direcção Nacional da JCP, Encontro Nacional do PCP «Não ao declínio nacional. Soluções para o País»

Viva a luta da juventude!

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As consequências de 38 anos de política de direita e 28 anos de integração capitalistas deixam marcas profundas no presente e no futuro do país e em particular da juventude que é uma das camadas mais desprotegida da sociedade.

Mas se tudo isto é verdade, também é verdade que a luta juventude tem dado resposta a esta política e, em muitos casos, alcançando vitórias.

Foi a luta na sec da Amadora, em que os estudantes conseguiram a retirada das telhas de amianto; Foi a luta na Soares dos Reis, pela contratação de professores; Foi a luta dos estudantes no conservatório de música pela realização de obras; É a luta na sec João de Barros, porque os estudantes exigem obras.

Por todos o lado se diz e ouve: Basta!

A solução é investir na escola pública, mais e melhores escolas, manuais escolares gratuitos, mais funcionários e professores, A solução é todos terem direito à educação.

A solução é quem não decidiu que decida, porque o silêncio de cada um é garantia para a política de direita. Quem tem dúvidas que procure esclarecê-las. E, quem desconfia da possibilidade de construir uma política Alternativa, Patriótica e de Esquerda, que se desengane e venha à luta.

Na ISPORECO os trabalhadores conquistaram o aumento salarial.

Na BOCH os trabalhadores lutaram e conseguiram ser reintegrados no seu local de trabalho.

E nos call centers da PT, os trabalhadores aderiram à greve, apesar das ameaças.

Quem luta faz parte das soluções: a valorização do trabalho, o aumento do salário, o combate à precariedade e o direito a uma vida digna, são a solução.

Quando os estudantes de Coimbra dizem não às propinas, quando os de Évora exigem obras, quando no pólo de Águeda reivindicam uma residência ou na FCSH pedem sopa aos funcionários.

A solução é o fim das propinas, é mais e melhor ASE, é o fim do processo de bolonha, é o grande capital deixar de decidir sobre a vida das instituições de ensino superior. É todos termos direito à educação.

Sabemos que, apesar das dificuldades por todo o país a luta da juventude faz jus à nossa história quando exige Educação Publica, Gratuita e de Qualidade.
Quando na Alves Redol os estudantes realizaram uma RGA,apesar da proibição do director e da PSP. É motivo para termos confiança. Porque estes estudantes defenderam pela prática, a democracia. E, quem lutou percebeu que não estava sozinho, percebeu que são eles que decidem sobre tudo o que lhes diz respeito.

Se conseguirmos transmitir isto a muitos jovens, teremos grandes acções de luta e protesto no mês de Março e seremos capazes de contribuir para a construção de grandes acções no 25 de Abril e no 1º de Maio.

Esclarecer, unir, organizar e mobilizar. Neste sentido a JCP decidiu chegar às eleições com 6000 mil novos jovens, construtores da Alternativa. Por isso esta meta é o contacto e a mobilização - é como construir a FA! - só é possível com a dedicação e a coragem, dos nossos camaradas e amigos. A Alternativa não é possível somente com os comunistas mas, também não é possível sem nós. A Alternativa é a gente do nosso país, é nosso povo, é a nossa cultura, o nosso património, é a confiança nas massas e o trabalho em unidade. E será tanto mais possível, quanto mais força tiver o colectivo que a constrói.

Avançamos, sem falsas ilusões, sabendo que há grandes perigos e potencialidades. Sabendo que PS, PSD e o CDS, decidem há 38 anos para destruir direitos, conquistas e valores de Abril. Conhecemos a ofensiva e sabemos que temos de superar muitas dificuldades. Mas a História do nosso país e do nosso povo comprovam que é possível.

Por isso é urgente unir forças e vontades. É preciso construir mais lutas, mandar embora a resignação e, ter confiança e a tranquilidade de quem sabe que é agora que se constrói o futuro. Com a certeza de que, nada nem ninguém, vale mais que a força da juventude e do povo, unidas.

Queremos, Educação. Queremos o horário, o salário e o trabalho. Queremos a terra, o mar a pesca e a embarcação. Queremos ter o nosso pão. Queremos ter a nossa casa, a cultura, o desporto.

Queremos o que é nosso! Queremos a nossa vida!

Pelos nossos direitos e por Abril! Lutamos por uma política Patriótica e de Esquerda!

Viva a luta da juventude!
Viva a JCP!
Viva o PCP!

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