Propostas do PCP

Teletrabalho

Teletrabalho

Teletrabalho, só com direitos!

A consideração individual do teletrabalho como solução aceitável, nomeadamente pela poupança de tempo em transportes, melhor articulação da vida pessoal, confrontação menos directa com a intervenção e imposição de chefias, distanciamento de ambientes de trabalho menos favoráveis, é compreensível.

Mas o que está em causa é muito mais que isso. O que verdadeiramente quer o grande capital? A que é necessário estar atento? O que é preciso evitar?

Este período da epidemia favoreceu uma mais larga utilização de formas de teletrabalho a partir de casa, que alguns pretendem aproveitar para uma generalização acrítica. Promovem ilusões sobre vantagens para os trabalhadores omitindo as consequências negativas, que aliás este período claramente evidenciou.

É preciso assegurar direitos aos trabalhadores e obrigações aos patrões - no público e no privado

Acordo escrito do trabalhador

com direito de reversão da decisão em qualquer momento)

Respeito pelos horários de trabalho

Pedido escrito e respectivo pagamento das horas extraordinárias

Fornecimento a de todos os meios de trabalho

incluindo mobiliário ergonomicamente adaptado

Direito a todas as remunerações

  • Salários
  • Abonos
  • Subsídios (refeição)
  • Direito às pausas

Pagamento suplementar de todas as despesas

(assegurando compensações do Estado para os pequenos proprietários)

Direito a tempo de plenário sindical

incluindo tempo de deslocação de e para o local da reunião, bem como direito a tempo pago para deslocação ao sindicato

Direito à privacidade

estendendo a proibição de filmagem dos postos de trabalho ao trabalho em casa

Estrutura da ACT para intervenção dirigida

Aumento dos tempos obrigatórios de formação paga pela empresa