Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Sobre a questão do Banco de Portugal de seleccionar a Lone Star para uma fase definitiva de negociações

Sobre a questão do Banco de Portugal de seleccionar a Lone Star para uma fase definitiva de negociações

Tendo sido questionado por diversos órgãos de comunicação social sobre a questão do Banco de Portugal de seleccionar a Lone Star para uma fase definitiva de negociações, em condição de exclusividade, com vista à venda do Novo Banco, o PCP considera:

1 – A venda do Novo Banco, um dos maiores bancos nacionais em actividade, constituirá, a concretizar-se, uma decisão contrária ao interesse nacional.

A eventual venda do Banco a um grupo privado – associado a Fundos de Investimento e a actividade especulativa – depois de o Estado ter sido comprometido com avultados recursos públicos no processo de Resolução (4,9 mil milhões de euros), incluindo os seus activos mais problemáticos, como aconteceu anteriormente com o BPN e o Banif, constitui uma decisão que só pode merecer a rejeição pelo PCP. A concretizar-se, tal decisão deixaria o caminho livre para uma reestruturação do Banco, com prejuízo dos seus trabalhadores e da actividade do Banco, e à preparação da sua venda pelos novos donos em condições favoráveis aos seus interesses mas lesivas do interesse público na linha do que é a natureza destes Fundos de Investimento.

2 - Como o PCP tem defendido desde o início do processo de Resolução do BES, em Agosto de 2014, o Novo Banco pela sua dimensão, pelo apoio que pode dar às micro, pequenas e médias empresas e às famílias, devia manter-se sob controlo público do Estado e colocado ao serviço do desenvolvimento económico do País e das famílias, salvaguardado que seja o interesse nacional.

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