Declaração escrita de João Ferreira no Parlamento Europeu

A situação no Egipto

Os manifestantes que, há poucos dias, voltaram à Praça Tahir para exigir à Junta Militar que governa o Egipto (e onde se incluem os ex-responsáveis do regime de Hosni Mubarak) que transfira o poder, revogue o estado de emergência, altere a lei eleitoral e cumpra as promessas de elevação das condições de vida da população, foram violentamente desalojados pelas forças especiais do regime.

A repressão da legítima indignação popular ainda é das poucas coisas certas no Egipto.

Forças sociais e políticas egípcias têm alertado para o facto da situação no país piorar de dia para dia, desde o referendo que os militares reclamam ter legitimado a sua governação. Denunciam a liberdade manietada, as manifestações criminalizadas, a violência da polícia civil e militar, o julgamento de civis em tribunais militares e as milícias reaccionárias, assim como a recusa do governo recusa aumentar o salário mínimo e impor um salário máximo, ao mesmo tempo que aumenta preços e insiste em vender barato recursos nacionais, como o gás.

Neste cenário, é importante que a UE inverta a postura de complacência e cumplicidade que manteve, durante quase duas décadas, com o regime de Mubarak, bem patente nas parcerias e acordos assinados, apesar das denúncias frequentes de diversas organizações quanto à brutalidade do regime.

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