Intervenção de João Vicente, Vice-Presidente da Associação Intervenção Democrática, Encontro Nacional do PCP sobre as eleições autárquicas

Saudação da Associação Intervenção Democrática - ID

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Bom dia a todas e a todos. A amizade, o companheirismo e a camaradagem que enriquecem as vossas e nossas vidas nos bons e maus momentos, faz de Vós, faz de nós, baluarte de resistência onde a solidariedade e a ética na acção política constituem lei em vigência plena.

Isto me basta, isto basta à Associação Intervenção Democrática, para, com indisfarçável prazer e entusiasmo vir hoje, aqui, saudar o Encontro Nacional do PCP, força nuclear da Coligação Democrática Unitária, onde a ID está de corpo inteiro e onde gosta muito de estar.

Para este Encontro Nacional desejamos, permitam-nos, que nada de construtivo fique por dizer.

Só se é um verdadeiro e edificante colectivo se cada um sentir, que, bom mesmo é pensar em voz alta, mas, só depois de pensar maduramente.

Porque assim pensamos e porque dúvidas não temos da Vossa capacidade de trabalho, do Vosso empenho, da Vossa honestidade e da Vossa competência quando comparadas com a prestação dos nossos adversários no poder local, o apelo, permitam-me, uma vez mais é para que nunca nos demos por satisfeitos. Muitos, diferentes e melhores já somos, mas devemos querer ser ainda mais.

Os princípios ideológicos que informam os objectivos programáticos dos partidos que integram a CDU, bem como, os deveres cívicos a que a ID se obriga, colocam a todos nós, no plano comportamental exigências acrescidas.

A plena dimensão cidadã, que nos distingue de muitos dos nossos adversários, implica cumprir e fazer cumprir exemplarmente direitos e deveres de que não podemos distanciar-nos, seja como eleitor, seja como trabalhador autárquico ou seja como eleito.

Como eleitos, quando o mandato se aproxima do seu termo e nova campanha eleitoral se avizinha, vamos naturalmente proceder ao balanço rigoroso e sereno.

Assim, vamos saber :

O que cumprimos?
O que está por cumprir?
Porque não cumprimos? Razões próprias? Razões alheias?
Que realizámos para além do prometido?
Fomos criteriosos nas prioridades de realização?
Quais as prioridades para o próximo mandato?

São estas e outras questões a que não podemos poupar-nos, porque sabemos, serem de urgente, desassombrada e profunda análise.

Resta-me expressar um desejo e deixar uma promessa.

O desejo de inclusão crescente nas nossas listas de mulheres e homens sem partido, mas que connosco partilhem os objectivos programáticos da CDU para o exercício do poder autárquico.

Contribuir para esta desejável abertura sem réstia de sectarismo, é seguramente, um eficaz meio de reforçar o poder local democrático.

Por fim a promessa de que a ID vai centrar o seu maior empenho nas tarefas de ajuda à constituição de listas, com especial incidência, nas zonas onde a CDU revela menor expressão eleitoral.

Mobilizar velhos amigos, democratas prestigiados nas suas regiões, mas que o isolamento político foi acomodando é contributo que não regatearemos, com o objectivo de os aproximar dos quadros CDU que aí actuam permanentemente.

O êxito de tal objectivo aconselha, com absoluta urgência, que em relação a cada uma dessas regiões, se troque informação que nos leve a esses amigos que urge mobilizar.

São 34 os municípios já contemplados. O nosso País precisa e merece mais CDU.

VAMOS AO TRABALHO
VIVA O ENCONTRO NACIONAL DO PCP
VIVA A CDU

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  • Encontro Nacional do PCP sobre as eleições autárquicas 2017