O reforço da CDU ainda está em aberto

O reforço da CDU ainda está em aberto

Entrados no período de campanha eleitoral oficial, acentua-se a bipolarização entre PS e PSD e a falsa ideia de que a 6 de Outubro se decide quem será o primeiro-ministro. Esta foi uma das mensagens centrais deixadas por Jerónimo de Sousa num almoço com mais de uma centena de activistas e apoiantes da CDU em Valejas, concelho de Oeiras.

A dar o mote para a mobilização e o esclarecimento, primeiro interveio Mariana Silva, do Partido Ecologista «Os Verdes», que tal como o Secretário-Geral do PCP se candidata pelo círculo eleitoral de Lisboa, e para quem cabe a todos serem também candidatos, vir para a rua dar a conhecer a intervenção e as propostas dos comunistas, dos ecologistas e dos independentes que com estes convergem na Coligação.

Para os democratas sem filiação partidária que estavam na iniciativa, e para os muitos milhares que País fora se juntam à CDU, Jerónimo de Sousa deixou aliás uma forte saudação no almoço-convívio. Isto antes de apresentar os pratos fortes do discurso: insistir que nas próximas eleições o que está em causa é eleger 230 deputados e da composição da Assembleia da República se determinarão as soluções governativas para o País; relevar o papel desempenhado pelas forças que compõe a CDU no afastamento do PSD e do CDS do poder, primeiro, e na reposição de direitos e rendimentos verificada por iniciativa do PCP e do PEV.

E por isso o dirigente comunista realçou que não tendo o PS mudado de natureza – de que servem de exemplos a legislação laboral que alterou para pior em convergência com PSD e CDS ou a recusa em aumentar significativamente os salários –, não pode ficar de mãos livres.

A melhor a fazer para não o permitir, acrescentou, é reforçar a CDU, desafio que está colocado e em aberto, pelo que, concluiu, «vamos falar com as pessoas e ouvi-las», munidos da nossa razão, propostas e trabalho feito sempre no «sentido certo».

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