escrita de João Ferreira no Parlamento Europeu

Qualidade da água destinada ao consumo humano

A Comissão Europeia distorceu, manipulou e instrumentalizou uma iniciativa de cidadãos em defesa da água pública para levar a cabo alterações à legislação que contrariam tudo aquilo que mobilizou mais de um milhão e meio de cidadãos.
Com esta proposta, a Comissão Europeia leva a água ao moinho da privatização.
Enfraquece o papel fiscalizador dos Estados e dá às entidades abastecedoras (muitas delas transnacionais do negócio da água) o poder de decidirem não efectuar determinadas análises, substituindo-as por “análises de risco” feitas pelas próprias.
Aumenta os custos quer para os Estados quer para os utentes, com reflexo no aumento da factura da água.
É complacente com os concessionários não cumpridores.
E foge escandalosamente ao essencial:
Assegurar a todos os cidadãos o direito à água e ao saneamento;
Garantir que a água e o saneamento sejam excluídos, de forma permanente, do mercado único e das suas regras, e que os serviços de água sejam excluídos de qualquer liberalização e mantidos inteiramente públicos.

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