Declaração escrita de Ilda Figueiredo no Parlamento Europeu

Projecto de Orçamento para 2012, alterado pelo Conselho

No momento de crise económica e social é inadmissível a apresentação deste orçamento que, em termos reais e percentuais, tem valores inferiores a outros anos.

É um orçamento que deixa mais uma vez bem clara qual a dimensão e o real significado da tão apregoada solidariedade europeia e da coesão económica e social. Com apenas 1,08% do rendimento bruto global dos 27 Estados-membros é um valor ainda inferior, em mais de 8.000 milhões de euros, ao previsto no Quadro Financeiro Plurianual acordado em 2006.
Lamentavelmente, foram rejeitadas as propostas que apresentámos nas várias Comissões e que visavam reforçar verbas nas áreas sociais e na preservação ambiental, alterar conteúdos e distribuição das verbas, incluindo cortes na área militarista e na repressão da imigração.

Com somente cerca de 130.000 milhões de euros previstos em pagamentos para 2012, inviabilizam qualquer coesão económica e social, o que é ainda mais grave no contexto da agressão em curso contra os países alvo dos programas FMI-UE.
Relativamente ao orçamento do Parlamento Europeu, lamentamos que haja um corte de 21 milhões de euros nos serviços de interpretação e tradução, o que é uma ameaça séria e inaceitável ao princípio do multilinguismo e aos postos de trabalho de muitos trabalhadores cuja função é imprescindível ao funcionamento do PE e à defesa do multilinguismo.

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