Declaração escrita de Inês Zuber no Parlamento Europeu

Programa da Presidência dinamarquesa

Num momento em que assistimos ao reforço do poder do directório franco-alemão, com a crescente hegemonia da Alemanha, na imposição das políticas da União Europeia, o papel das Presidências rotativas é bastante limitado, e tal não é excepção em relação à Presidência Dinamarquesa. Tanto é verdade que esta Presidência em nada rompe com o modelo capitalista da União Europeia - como nenhuma outra o fez - que as prioridades definidas no seu Programa não deixam margem para dúvidas: o reforço das políticas de mercado interno, a liberalização do comércio, o alargamento "encapotado" da idade da reforma, o apoio à implementação das decisões da chamada Governação Económica, do Pacto Euro Mais e do Tratado Inter-Governamental, sem esquecer o chamado "combate ao terrorismo" com todas as medidas securitárias que o conceito encerra. No essencial, uma Presidência que confirma o caminho de austeridade e de retirada de direitos sociais económicos e políticos que tem vindo a ser imposta pela União Europeia. O rumo de ruptura necessário para combater a crise do capitalismo passa, pelo contrário, pelo combate às medidas que acentuam a exploração e a acumulação de capital, pela promoção de emprego com direitos, por regras de comércio baseadas na complementaridade e não na competitividade, pela promoção dos direitos sociais.

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