Comunicado do Gabinete de Imprensa dos Deputados do PCP ao PE

Pelo fim das armas nucleares

Os deputados do PCP no Parlamento Europeu (PE) organizaram ontem, em Bruxelas, em cooperação com outras delegações do Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia / Esquerda Verde Nórdica (GUE/NGL), uma conferência sobre o Tratado de Proibição das Armas Nucleares.

Na conferência foi sublinhado o importante passo com vista ao desarmamento nuclear que representa o Tratado de Proibição das Armas Nucleares, assim como o contributo deste para a luta do movimento pela paz pelo fim deste armamento.

A conferência contou com a participação de um representante da Campanha pela Abolição das Armas Nucleares (ICAN) – Prémio Nobel da Paz 2017 –, da Presidente do Conselho Mundial da Paz, Maria do Socorro Gomes, assim como de Ilda Figueiredo, Presidente do Conselho Português para a Paz e Cooperação.

Durante o debate, representantes de movimentos pela paz de Portugal, Reino Unido, Bélgica, Finlândia, Alemanha e França deram a conhecer as suas experiências de acção de como nos seus respectivos países se está a dinamizar a luta para que os seus Estados assinem e ratifiquem este Tratado.

Os deputados do PCP no PE criticam a desvalorização pelas instituições europeias, bem como pelos governos de diversos Estados-membros – incluindo de Portugal – deste Tratado, expresso pelo facto de, até este momento, apenas dois Estados-membros da UE terem tomado a iniciativa de assinar este importante Tratado.

Denunciando esta situação, os deputados do PCP no PE tomaram a iniciativa de apresentar uma pergunta à Comissão Europeia a respeito do Tratado de Proibição de Armas Nucleares; e de, em conjunto com outros deputados do Grupo Confederal GUE/NGL, elaborar uma pergunta ao Conselho Europeu para resposta em Sessão Plenária do PE, considerando que é da maior importância a realização desse debate.

Os deputados do PCP no PE condenam a pressão que a NATO e a União Europeia têm protagonizado sobre os Estados para a não assinatura do Tratado de Proibição das Armas Nucleares. Entendem ainda que o Governo português, no pleno respeito da Constituição da República Portuguesa, nomeadamente o seu artigo 7.º, deve tomar a iniciativa de assinar o Tratado.

Os deputados do PCP no PE rejeitam a militarização da União Europeia, pilar europeu da NATO e da sua política belicista, e reafirmam o seu firme compromisso de prosseguir a sua intervenção em prol do fim das armas nucleares e do desarmamento geral, simultâneo e controlado, condição fundamental para assegurar a paz e a segurança no mundo – uma aspiração dos povos.

>
  • União Europeia
  • Notas de Imprensa
  • Parlamento Europeu

Partilhar