Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Sessão com novos militantes "Os Valores de Abril no Futuro de Portugal"

O PCP tem 2127 novos militantes

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Camaradas,

Saúdo a vossa presença, saúdo a vossa decisão de aderir ao Partido Comunista Português, saúdo a vossa participação militante.

O Comité Central do PCP lançou em Dezembro de 2013 o apelo à adesão de novos membros, com razões fortes, o apelo a tomar partido contra a exploração, as injustiças sociais e o empobrecimento, por um Portugal com futuro, por uma sociedade mais justa.

Dirigimo-nos a todos os que, preocupados com a situação do povo e do País, vêem a necessidade da ruptura com a política de direita e de abdicação nacional, e de uma alternativa patriótica e de esquerda.

A todos os que se interrogam sobre o que é possível fazer, dissemos e dizemos que é necessário agir, tomar partido, dar mais força ao PCP, aderir ao Partido Comunista Português.

Definimos o objectivo de 2000 novos militantes e demos a esta campanha, a este apelo, o nome “Os Valores de Abril no futuro de Portugal” porque é também disso que se trata.

A resposta foi muito boa, obtivemos um grande êxito. Tomaram a decisão de ser membros do PCP, 2127 novos militantes, ultrapassando claramente o objectivo apontado.

Aqui estamos numa sessão com novos militantes que, no distrito de Lisboa e na península de Setúbal, aderiram ao PCP no âmbito desta acção, salientando o valor da vossa opção, ouvindo as vossas opiniões e experiências, apontando o caminho de um PCP mais forte.

A decisão de cada um de vós com o vosso percurso e experiência própria constitui um exemplo e, simultaneamente, uma apelo para novas adesões ao Partido, ao mesmo tempo todo este movimento de adesão ao PCP comporta um importante significado político.

Este amplo movimento de adesão é uma resposta activa à degradação da situação do País.

Este amplo movimento de adesão é um sinal de combate à resignação e ao conformismo, à pregação da desistência e da abdicação que o grande capital e os seus propagandistas tanto se esforçam para promover.

Este amplo movimento de adesão é uma demonstração de que o PCP é diferente. Ultrapassando as campanhas antidemocráticas em voga, mostrando que os Partidos não são todos iguais, 2127 novos militantes juntaram-se ao colectivo partidário.

Dão força aos valores que norteiam o PCP de estar plena e exclusivamente ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País, de um compromisso de verdade e honestidade, de acção e luta, todos os dias, contra a exploração e as injustiças pela defesa de direitos e a melhoria das condições de vida, de dedicação aos objectivos da libertação e emancipação social e nacional do povo português e de Portugal, e à causa internacional da libertação dos trabalhadores e dos povos.

Este amplo movimento de adesão é uma afirmação de confiança e um compromisso de acção por um Portugal desenvolvido e soberano, por uma alternativa patriótica e de esquerda, por uma sociedade mais justa, pela democracia avançada e pelo socialismo.

No quadro dos objectivos e valores do PCP são diversificadas as razões que vos trouxeram ao Partido, uns por iniciativa própria, outros respondendo ao apelo e contacto das organizações do Partido.

Nas razões da adesão está a simpatia e o apoio ao Partido e aos seus objectivos, juntando assim a voz de cada um à nossa voz como Partido e dando-lhe mais força.

Juntam assim a vossa opinião, conhecimento, capacidade, participação, militância ao colectivo partidário e contribuem para um PCP mais forte.

2127 militantes são uma grande força que aqui se salienta.

Aderiram ao PCP novos militantes, em todas as regiões do País e na emigração, operários industriais ou agrícolas 28,4 por cento, empregados 34,4 por cento, o que significa – 62,8 por cento – de operários e empregados, mas também intelectuais e quadros técnicos, 12,1 por cento, estudantes, 7,3 por cento, e ainda micro, pequenos e médios empresários, pequenos e médios agricultores e pescadores.

Sendo motivo de satisfação a adesão de novos militantes de diferentes níveis etários, destaca-se o facto de 20,4 por cento deles terem menos de 30 anos e 23 por cento entre 31 e 40 anos (ou seja, 43,4 por cento terem menos de 40 anos) e de cerca de dois terços, 64,6 por cento, terem menos de 50 anos.

Salienta-se também a elevada percentagem de mulheres 35,2 por cento.

Quando Portugal enfrenta uma situação sem paralelo desde o regime fascista, que resulta de 38 anos de política de direita realizada por sucessivos governos contra as conquistas de Abril, agravada com os PEC's e o Pacto de Agressão subscrito por PS, PSD e CDS-PP com o FMI, a UE e o BCE.

Quando o PSD e o CDS-PP, ao mesmo tempo que promovem uma vasta operação de ilusão sobre a grave situação do País, preparam desde já, tal como o PS, em articulação com a União Europeia, a continuação do rumo de exploração, empobrecimento e declínio nacional, como foi expresso nos chamados Programa Nacional de Reformas e Programa de Estabilidade apresentados pelo Governo e no cenário programático macroeconómico apresentado pelo PS, recentemente divulgados.

Quando o Governo vê o terreno fugir-lhe debaixo dos pés e procura acelerar e criar factos consumados no agravamento da exploração, no ataque a direitos, no criminoso processo de privatizações em que do Oceanário, às empresas de transportes terrestres, passando pela TAP, a destruição alastra.

Quando a corrupção, o saque dos recursos e do património públicos, se tornam evidentes, com casos sobre casos e o Primeiro-ministro a elogiar e promover pessoas como Dias Loureiro profundamente envolvido no escândalo do BPN.

A vossa adesão ao PCP é um sinal forte de recusa de tal situação e de confiança na acção e na luta por um Portugal desenvolvido e soberano.

Na vossa acção como membros do Partido coloca-se desde já na mobilização para a Marcha Nacional «A força do Povo», por um Portugal com futuro que se realiza dia 6 de Junho.

Com a marcha Nacional dizemos:

Basta de humilhação!

Basta de exploração e empobrecimento!

Basta de mentira, corrupção e dependência!

Com a Marcha Nacional promovida pela CDU, Coligação Democrática Unitária, PCP/PEV, afirmamos a força e a vontade do povo português num País livre da submissão aos interesses financeiros, um País soberano, de progresso social e desenvolvimento.

Com a Marcha Nacional afirmamos que está nas mãos dos trabalhadores e do povo decidir do seu destino, abrir outro caminho para Portugal, concretizar uma alternativa patriótica e de esquerda, vinculada aos valores de Abril.

Todos nós, todos vós são importantes na participação e no trabalho de informação e mobilização de muitos outros, para que participem na Marcha Nacional.

Sentimos que cresce a participação, a Marcha Nacional dia 6 de Junho do Marquês de Pombal aos Restauradores, perspectiva-se já como uma das maiores acções políticas até hoje realizadas. Vamos trazer a força dos trabalhadores, a força do povo às ruas de Lisboa, a sua indignação e protesto a sua exigência de um Portugal com futuro.

Na vossa acção como membros do Partido está presente a defesa dos interesses dos trabalhadores e da população, a promoção do seu esclarecimento, organização e luta.

Na vossa acção como membros do Partido está a preparação da Festa do Avante!, que se realiza a 4,5 e 6 de Setembro.

Na vossa acção como membros do Partido inscreve-se a preparação das eleições para a Assembleia da República no Outono, batalha da maior importância para o futuro próximo.

Na vossa acção como membros do Partido está o contributo para o reforço da organização, com a vossa integração partidária com a consideração do organismo e da tarefa que vão desenvolver, das organizações e organismos que podem fortalecer e construir e está também o vosso contributo para que outros vos sigam nesta opção, o contacto com trabalhadores, jovens e mulheres, para que também eles passem a ser membros do Partido Comunista Português, para que juntem a sua à nossa voz.

Para, como se refere na Resolução do Comité Central: Mais organização, mais intervenção, maior influência – um PCP mais forte.

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