Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

O PCP condena a brutal repressão israelita no Dia da Terra palestiniana

O Partido Comunista Português condena a brutal violência das forças militares israelitas contra os muitos milhares de manifestantes palestinianos que, no Dia da Terra, se manifestam na chamada Grande Marcha do Retorno. Até ao momento, o número de vítimas mortais ascende a 15, com cerca de mil feridos, havendo notícia da utilização por parte de Israel de tanques, aviões de combate, drones e franco-atiradores.

O autêntico massacre deste dia 30 de Março de 2018 espelha a dramática realidade do povo palestiniano. Expulso da sua terra, vivendo sob a ocupação ou espalhado pelos campos de refugiados, vítima permanente de guerras, chacinas e brutais actos de repressão, o povo palestiniano não encontra, da parte da chamada comunidade internacional, qualquer perspectiva de solução política do problema que assegure aquilo que lhe é prometido, desde há sete décadas, em numerosas resoluções das Nações Unidas: a criação de um Estado Palestiniano viável e soberano, em território palestiniano, com Jerusalém Leste como capital, assegurando o direito de regresso dos refugiados.

A provocação do Presidente dos EUA, Trump, ao anunciar o reconhecimento de ‘Jerusalém indivisa’ como capital de Israel e a transferência da sua Embaixada para essa cidade, contrariando abertamente todas as resoluções da ONU e os próprios compromissos dos EUA relativos ao estatuto daquela cidade, mostram não apenas, a permanente cumplicidade da superpotência imperialista com os crimes de Israel, como a hipocrisia de repetidos apelos a soluções políticas aos quais nunca correspondem actos concretos.

O PCP apela ao reforço da solidariedade com o Povo Palestiniano e a sua heróica luta, neste ano em que se assinalam os 70 anos da Nakba - a catástrofe da limpeza étnica dos palestinianos que acompanhou a criação, em 1948, do Estado de Israel. Uma solidariedade que terá de encontrar expressão concreta nos próximos dias e semanas, com destaque para o dia 14 de Maio, dia da anunciada provocação de Trump.

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