Intervenção de Tiago Brazão, Membro do Executivo da Organização Regional de Lisboa, XIX Congresso do PCP

Organização Regional de Lisboa

Organização Regional de Lisboa

A Direcção da Organização Regional de Lisboa saúda os delegados e convidados do XIX Congresso e todo o colectivo.

Nos últimos 4 anos, a ORL, centrou a sua actividade no reforço da organização e na intensificação da luta de massas. Nomeadamente, participando nas acções de luta promovidas pela CGTP das quais destacamos as quatro greves gerais e as duas grandes concentrações no Terreiro do Paço. Nas muitas acções de massas convocadas pela USL. Nas centenas de lutas organizadas na raiz da luta de classes, na empresa e no local de trabalho. No sector dos transportes, na administração pública e local, nas empresas privadas dos mais diversos sectores. Na dinamização da luta das populações, em defesa de serviços públicos de saúde, contra o encerramento de escolas, postos de correio, transportes públicos ou contra a extinção de freguesias. Luta que contou com o empenhamento institucional e a participação activa dos nossos eleitos, na AR e nos órgãos do poder local.

No reforço da organização do partido, destacamos a realização de 144 Assembleias de Organização, alcançando uma maior estruturação do Partido, a formação e responsabilização de novos quadros e o recrutamento de 1286 novos camaradas nos últimos 4 anos, 610 nas empresas e locais de trabalho.

Em Novembro de 2011, realizámos a VII Assembleia da Organização Regional onde destacámos a importância da luta a partir das empresas.

Foram identificadas dificuldades objectivas que condicionam a nossa actividade. As grandes empresas industriais foram destruídas. Os trabalhadores com maior experiência de luta e amadurecida consciência social e política, foram despedidos, reformaram-se ou foram compelidos a reformar-se. Centenas de operários militantes comunistas deixaram de estar dentro da fábrica e outros locais de trabalho. Grandes baluartes do Partido com influência determinante na luta mais geral, desapareceram. Hoje, a força de trabalho juvenil é sujeita a vínculos precários, reprimida brutalmente quando, corajosamente, defende os seus mais elementares direitos.

Foram identificadas também dificuldades subjectivas nomeadamente, a dificuldades dos organismos, que compreendendo a importância estratégica deste trabalho, não conseguiram ainda ultrapassar dificuldades que impedem a alteração de rotinas e prioridades na distribuição de meios, para que a compreensão se materialize em acção concreta.

Mas os avanços verificados na construção de Partido nas empresas foram importantes, nomeadamente, a criação de novas células, mais camaradas com tarefas nas empresas e locais de trabalho, uma maior compreensão da importância estratégica desta frente de trabalho.

Aprovámos por isso orientações de trabalho, das quais destacamos:

1. Aumentar o número de militantes organizados nas empresas, como tarefa de todas as organizações, através de um maior empenhamento no recrutamento para as células de empresa. Dar prioridade à criação de células do partido, dando-lhe funcionamento regular. Criar células por área geográfica com camaradas dispersos que trabalham em diversas empresas; considerar o contacto individual com um militante como forma de o enquadrar e, através dele, chegar a outros trabalhadores; trabalhar com agrupamentos de camaradas, mesmo que o seu número seja reduzido, quando a diversidade de horários não permita outra solução.

2. Fazer da discussão dos problemas dos trabalhadores, da dinamização da sua luta e do reforço da estrutura e actividade sindical, o conteúdo essencial da vida da célula de empresa em articulação com o trabalho de reforço orgânico do Partido.

A VII AO da ORL apontou ainda orientações para o reforço do trabalho com diversas camadas da população, onde os comunistas assumem ou devem assumir um destacado papel: intelectuais e quadros técnicos (onde destacamos o seu envolvimento na dinamização do Movimento em defesa da Cultura) os micro- pequenos e médios empresários, os pequenos e médios agricultores, os reformados, as mulheres e a juventude, com um reforço da articulação do trabalho com a JCP.

Camaradas,

Na preparação do nosso XIX Congresso, realizámos 375 assembleias plenárias e um encontro distrital com independentes.

Valorizamos muito a discussão colectiva realizada, pela reflexão e conhecimento adquirido sobre o Programa do Partido, os fundamentos das nossas opções estratégicas e o seu papel insubstituível.

É certo que existe um grande trabalho pela frente, mas a preparação deste Congresso deu um contributo assinalável para o conhecimento e divulgação do nosso Programa e na compreensão colectiva da necessidade da política patriótica e de esquerda e da Democracia Avançada, os valores de Abril no futuro de Portugal, como parte integrante da construção do socialismo.

O sentido geral da opinião dada pelos camaradas sobre os documentos em discussão foi de grande aprovação. Nas assembleias ou reuniões onde foram colocados à votação foram aprovados pela quase totalidade dos militantes. Estamos mais fortes no plano orgânico, político e ideológico e em melhores condições de continuar a luta, encarando o futuro com toda a confiança.

Camaradas,

Os militantes comunistas organizados na ORL confiam na inesgotável capacidade transformadora da classe operária e de todos trabalhadores, assumindo por completo a responsabilidade de trabalhar para o reforço do Partido, aprofundar a sua ligação às massas, condição indispensável para a intensificação da luta por uma Democracia Avançada, pelo socialismo e o comunismo.

Viva o XIX Congresso
Viva a JCP
Viva o PCP

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