Intervenção de Patrícia Machado, Membro da Direcção da Organização Regional de Castelo Branco e do Comité Central, XIX Congresso do PCP

Organização Regional de Castelo Branco

Organização Regional de Castelo Branco

Camaradas

Em 1º lugar uma saudação da Direcção da Organização Regional de Castelo Branco ao XIX Congresso, à sua reflexão e análise em torno de um projecto que apresentamos aos trabalhadores e ao povo.

Congresso que realizamos sob um lema em que se inscrevem os valores de Abril, assumindo hoje total relevância já que também no distrito eles são diariamente mutilados.

Assistimos, a par do ataque aos direitos de quem trabalha, ao aumento do desemprego atingido hoje perto de 14 mil trabalhadores, consequência da destruição das micro e pequenas empresas, mais de 230 nos últimos 4 anos, do comércio retalhista, da restauração, da construção civil e do sector automóvel, a par de uma redução geral do número de postos de trabalho e da destruição de serviços públicos.

Num distrito com uma forte história e potencialidades produtivas quer agro-florestal, quer industrial, vemos a continua aposta na destruição do aparelho produtivo, com sectores extremamente afectados como o têxtil e a agricultura e ainda a desertificação, a limitação da capacidade de investigação e conhecimento a que sujeitam as instituições do ensino superior, destruindo as condições para um possível e necessário desenvolvimento regional.

A ofensiva generalizada esconde as potencialidades do distrito, assentes em politicas alternativas que o Partido tem apresentado, alicerçadas no desenvolvimento das forças produtivas, na defesa dos serviços públicos e na salvaguarda dos direitos dos trabalhadores.

A resposta tem sido a luta, que se intensifica, com a crescente participação dos trabalhadores do Distrito nas acções nacionais convocadas pela CGTP-IN com destaque para a manifestação de 29 de Setembro e a greve Geral de 14 de Novembro. Desta tribuna uma forte saudação a todos os trabalhadores, que com forte coragem e determinação lutam nas empresas e nas ruas do distrito, destacando entre muitas outras, dos Mineiros da Panasqueira, os trabalhadores da Carveste, da Cilvet, Sicofato, call center da segurança social dos muitos trabalhadores da Administração Pública central e local e ainda à luta dos reformados dos lanifícios na defesa dos medicamentos.

Saudamos ainda a luta das populações contra a destruição de serviços públicos, nomeadamente na defesa dos correios no Tortosendo, em defesa da água pública na Covilhã, contra a redução de horário do centro de saúde no Fundão, contra a privatização dos infantários da segurança social em Castelo Branco, a defesa das freguesias e a continua luta contra a introdução de portagens.

O papel do Partido, da sua organização e dos seus militantes nomeadamente nas estruturas unitárias foi e continua a ser determinante na acção e intervenção na dinamização e reforço da luta de massas.

É necessário que a riqueza do debate desenvolvido no âmbito do Congresso e que reuniu um amplo apoio aos documentos apresentados, mais do que um balanço, se transforme no desenvolvimento criativo para o reforço orgânico. Que responda não só às necessidades, mas também às potencialidades que o distrito apresenta. Reforço, que se alcança com o assumir colectivo desta exigência e a imprescindível militância. Crescer nas empresas, no trabalho de ligação às massas, na formação ideológica e no reforço da capacidade financeira são alguns dos pontos a que precisamos dar toda a importância. Também o recrutamento para que o nosso programa seja abraçado por mais trabalhadores, jovens, homens e mulheres; Daqui dizemos: Tomem Partido. E este Partido, o PCP, continuará a lá estar junto dos que lutam e resistem no distrito de Castelo Branco.

Viva o XIX Congresso do PCP!
Viva a JCP!
Viva o PCP!

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