Intervenção de Luís Luís, Membro da Organização Regional da Guarda , XIX Congresso do PCP

Organização Regional da Guarda

Organização Regional da Guarda

Camaradas,

Uma fraterna saudação do colectivo da Guarda ao nosso XIX Congresso e, através dos seus delegados, a todo o colectivo partidário.

Tal como no resto do território nacional, os trabalhadores e as populações do distrito têm vindo a sofrer com as políticas de direita postas em prática com o processo contra-revolucionário, e agravadas agora pela imposição estrangeira de um Pacto de Agressão.

Numa região tradicionalmente agrícola e minifundiária, assistimos a um crescente abandono da terra, fruto da imposição da PAC. Da destruição da pequena e média agricultura familiar, beneficia um novo capitalismo agrário, florescente na produção de vinho no Douro.

Na indústria sucedem-se despedimentos colectivos, falências e insolvências: no têxtil, na construção civil, no sector automóvel – de que é exemplo maior o encerramento da Delphi.

A solução para isto, dizem-nos, é abandonar o País, como noutros tempos de má memória. Não aceitámos e não aceitaremos tal futuro.

Para além das enormes potencialidades produtivas, o distrito apresenta iguais potencialidades ao nível do património natural e cultural. Mas não deixaremos que este património seja vendido como uma qualquer mercadoria. Ele será sempre um dos pilares fundamentais da democracia avançada por que lutamos: emancipador e acessível a todos.

Após uma primeira vaga de destruição dos Serviços Públicos pelo governo PS/Sócrates, eis a segunda leva. Fecharam extensões de saúde e internamentos, postos de segurança social, de correios e escolas do 1º ciclo. Querem agora fechar tribunais, repartições de finanças e destruir o poder local democrático de Abril.

Camaradas,

A todos estes ataques, os trabalhadores do distrito têm dito não, apesar das dificuldades de uma região afectada por um obscurantismo secular. Temos vindo a assistir a uma crescente mobilização nas greves e lutas gerais, bem expressa na manifestação realizada na Guarda na grande Greve Geral do passado dia 14.

Daqui saudamos a luta dos trabalhadores do distrito, na Dura, no Contact Center da EDP de Seia, no Parque e Museu do Côa, dos enfermeiros na União Local de Saúde da Guarda. Saudamos também a luta das populações, contra o encerramento dos serviços públicos, a extinção de freguesias, a imposição das portagens na A23 e 25, bem como a luta dos agricultores. Convosco temos estado e continuaremos a estar.

Mas esta luta só frutificará com o reforço da nossa organização, enquanto partido de vanguarda. Para isso, temos forçosamente de estar ainda mais presentes nas empresas e locais de trabalho. A nossa organização regional está ainda aquém das suas possibilidades, mas o esforço e empenho militantes têm sido grandes. Estamos melhor organizados, através do Organismo Regional de Empresas e Locais de Trabalho, do organismo de empresas de Seia e da Célula do Parque e Museu do Côa. Difundimos melhor as nossas posições, com os novos boletins das empresas de Seia e da célula do Côa.

Valorizamos também a intervenção dos comunistas no movimento sindical unitário e a nossa presença nas pequenas e grandes lutas: contra as portagens, contra os encerramentos da Maternidade da Guarda e dos SAPs em Almeida, Gouveia, Pinhel e Meda, na luta do campesinato.

Camaradas,

Com as ferramentas que aqui discutimos e aprovamos, sairemos mais fortes deste nosso XIX Congresso.

O caminho está traçado. Só nos falta percorrê-lo. A próxima etapa é a conquista da Democracia Avançada – política, económica, social e cultural – como parte integrante e constitutiva da luta pelo socialismo e pelo comunismo.

Vamos à luta, camaradas!

Viva o XIX Congresso!
Viva o Partido Comunista Português!

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