Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Almoço-comício CDU

O nosso lado é o dos trabalhadores e do povo, é esse o nosso compromisso

O nosso lado é o dos trabalhadores e do povo, é esse o nosso compromisso

Este almoço em pleno mês de Agosto com a participação que aqui vemos é um importante momento de afirmação, de disponibilidade e de confiança de que é com a CDU que é possível construir um novo rumo e uma outra política para a região e para o País.

Uma presença tão mais valorizável quanto aqui, na CDU, não há almoços grátis. Os que aqui marcaram presença fazem-no com a profunda convicção de quem diz «presente» em cada batalha que é preciso travar por mais justiça social, pela melhoria das condições de vida, pela valorização dos trabalhadores e dos seus direitos, pelo desenvolvimento da Madeira e do Porto Santo.

É esta mobilização que precisamos agora de transformar em corrente de esclarecimento, a partir da acção de cada um, da proximidade aos problemas e às populações, do convencimento e demonstração de que se cada um quer ver a sua vida a avançar então tem de dar mais força à CDU.

Pelo que aí se vê há candidaturas que nadam em dinheiro. Que cada um reflicta que interesses poderosos se escondem por detrás desses meios infindáveis que alguns ostentam nesta campanha aqui na Madeira. Não são seguramente os interesses dos trabalhadores e do povo que patrocinam as campanhas milionárias que PS e PSD aqui têm em curso.

Não, não invejamos esses meios. Contamos com o bem mais precioso que é a disponibilidade militante, a entrega dos que estão com a CDU para afirmarem um projecto e soluções capazes de responder às aspirações, interesses e direitos dos trabalhadores e do povo.

Andam para aí almas inquietas a especular sobre arranjos e arranjinhos futuros, sobre quem vai ou quer ir para o governo regional naquilo que já parece um leilão de lugares e de corrida para ver quem chega mais depressa aos cargos.

Todos escondendo que a questão principal está em saber qual é a política que cada um propõe e defende.

Da nossa parte a resposta é clara: o nosso lado é o dos trabalhadores e do povo, é esse o nosso compromisso. Cada voto na CDU, cada deputado eleito pela CDU são a sólida garantia de que contará sempre para assegurar medidas positivas para os trabalhadores e o povo, que contará para a política alternativa que também aqui na Madeira é preciso assegurar.

Alternativa e não alternância como defende o PS. Para quem tenha dúvidas é o PS que trata de dizer com clareza ao que vem nestas eleições na Madeira. Não para romper com a política do PSD, não para fazer uma política diferente e alternativa à de Albuquerque, mas tão só para uma mudança de cadeiras, para sentados uns ou outros no poder continuar a fazer no essencial a mesma política, a servir os mesmos interesses económicos, a privilegiar os poderosos. Registe-se a ligeireza com que o PS confessa ao que vem, ou seja ser mera alternância, não uma alternativa a sério. Não precisava dizer porque já se sabia. Como o povo diz, a boca foge sempre para a verdade. Mas também nem era preciso dizê-lo. Basta olhar para quem rodeia as candidaturas de Albuquerque e Cafôfo para aí vermos distribuídos os mesmos grandes interesses, os mesmos senhorios da região, os donos disto tudo que já se posicionam para um ou com outro continuarem a política que tem aumentado as injustiças, intensificado a exploração, negado o direito a melhores condições de vida.

Na Região e no País a CDU está preparada para assumir todas as responsabilidades que o povo nos quiser dar para construir uma política ao serviço dos trabalhadores e do povo.

Fizemos prova do papel decisivo da CDU para assegurar a reposição, defesa e conquista de direitos.

O que se conquistou é importante mas é escasso para o que se podia e devia ter alcançado. Sabemos que só não se foi mais longe em avanços na vida dos trabalhadores e do País porque o PS, convergindo com PSD e CDS, optou por colocar os interesses do grande capital e as imposições da União Europeia à cabeça das suas prioridades.

É por isso que dizemos que o que está colocado nas próximas eleições é o escolher entre Avançar no que se conquistou e responder aos problemas que não tiveram resposta dando mais força à CDU, ou andar para trás, pela mão de PS, PSD e CDS.

Sim, não se trata de agitar fantasmas. Ou a CDU tem mais força ou os riscos de andar para trás no que se conquistou e em muitas outras coisas é bem real. Basta ver o que se passou com a legislação laboral em que PS, PSD e CDS, com o aplauso do grande patronato e da UGT, convergiram para manter as normas gravosas do Código do Trabalho como lhe acrescentaram novas disposições para negar direitos e o futuro aos jovens trabalhadores, aumentando a precariedade e a exploração.

Ou ver já o que se passa com essa enorme conquista dos manuais escolares em que o PS, ao arrepio da lei, tudo está a fazer para limitar a distribuição gratuita de manuais escolares, a pressionar as escolas para entregarem manuais usados todos riscados e desenhados porque como se sabe no 1.º ciclo os manuais estão concebidos para se escrever neles. Na prática, a tentarem restringir um direito arrancado com a nossa intervenção e a negar a muitas crianças a alegria de disporem de um manual novo e limpo.

Sim, Avançar é preciso, dando mais força à CDU.

Avançar na valorização do trabalho e dos trabalhadores desde logo com essa emergência nacional de assegurar o aumento geral dos salários para todos os trabalhadores e do Salário Mínimo Nacional para os 850 euros. Recuperando o controlo de empresas e sectores estratégicos.

Concretizando uma política fiscal que alivie os impostos sobre os trabalhadores e faça pagar o que deve ser pago pelos grandes lucros, o património de valor elevado, os dividendos e a especulação bolsista. Aumentando a produção nacional e assegurando um investimento capaz de dar resposta às necessidades dos serviços públicos em particular na saúde, na educação, nos transportes, na habitação ou na cultura. Libertando o País de uma dívida que consome recursos necessários ao desenvolvimento do País. Garantindo a efectiva protecção social e assegurando um aumento mínimo de 40 euros mensais nas reformas ao longo da legislatura e um mínimo de 10 euros mensais a partir de Janeiro de 2020. Quero sublinhar em particular a nossa proposta de garantir creche gratuita para todas as crianças no final da licença de parentalidade, ou soluções equiparadas assegurando soluções transitórias até à implementação de uma rede pública que garanta a cobertura integral. Uma medida de grande alcance não só para as crianças do nosso País mas também para garantir aos pais a segurança e confiança necessárias para decidirem ter os filhos que desejam.

Vamos nestas semanas que faltam travar nesta batalha eleitoral, com a confiança de quem tem um trabalho que é reconhecido pela população.

Enfrentando silenciamentos e desproporção de meios. Vencendo mistificações e falsidades. Seja essa mentira da eleição para presidente do governo regional ou para primeiro-ministro, quando o que se trata é de eleger deputados, escolher aqueles que dão garantias de defender os trabalhadores. Seja essa confusão que também por aí se espalha sobre quem é candidato nas eleições. Aqui na Madeira os responsáveis nacionais dos partidos não são candidatos. Aqui na Madeira a escolha é entre o levar o Edgar Silva, a Sílvia Vasconcelos ou o Ricardo Lume para dar voz aos direitos do povo madeirense ou eleger o Paulino Ascensão, o Miguel Albuquerque ou o Paulo Cafôfo.

Creio que os trabalhadores e o povo da região têm um conhecimento directo, quase pessoal, sabem em quem confiar, conhecem quem esteve com as suas lutas, assim como sabem quem são os outros que lhes infernizam a vida ou se fazem de mortos durante quatro anos para aparecerem agora em bicos de pés nas eleições.

O povo da Madeira sabe bem com quem contou ao longo de anos e anos para dar combate ao PSD e à sua política de injustiças. Nesses anos a fio em que PS e CDS colaboraram mais ou menos às claras ou se calaram perante o desastre social que o PSD/ Madeira impôs à Região.

É por isso que com toda a autoridade podemos e devemos dizer: o único e verdadeiro voto contra o PSD e a sua política é o voto na CDU. Quem quer derrotar o PSD e a sua política tem uma opção: votar CDU dar mais força e mais deputados à CDU.

Também aqui na Região o voto na CDU é o voto que conta de verdade para defender os trabalhadores e o povo.

O voto que conta para dar um novo rumo e construir uma política alternativa que assegure o desenvolvimento económico e o progresso social.

Que cada um use bem o seu voto, não desperdice também esta oportunidade de com o seu voto dar razão e força às suas razões e à defesa dos seus próprios direitos. Esse voto é na CDU. O voto que é a sólida garantia de que será respeitado, que não cairá em mãos erradas, que contará sempre para eleger aqueles deputados, os eleitos pela CDU, que lá encontram todos os dias em que é preciso erguer a voz contra as injustiças, defender direitos dos trabalhadores, acompanhar o povo nas suas lutas e justas reivindicações.

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