Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Comício CDU

O País precisa de investir nas suas infraestruturas de transportes

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Vamos para a última semana da campanha eleitoral.

Temos andado por todo o país e, permitam-me que comece por vos dizer: a CDU está a crescer, a CDU está reforçar-se, a CDU é hoje para muitos mais portugueses a força que dá garantias seguras que a vida do nosso povo e o País são para avançar e não andar para trás.

São cada vez mais os que compreendem que quanto mais forte for a CDU, mais certo e garantido está a recuperação de direitos, rendimentos e conquistas iniciado nestes últimos quatro anos, não recuará, antes andará para a frente com mais vigor, fazendo justiça a quem foi e tem sido injustiçado e se avançará na solução dos problemas nacionais há tanto tempo adiados.

A campanha eleitoral que a CDU está a levar a cabo em todo o território nacional em contacto com milhares de eleitores, mas também aqui neste distrito e em todo o Alentejo, reforça em nós a convicção, pelo apoio que irradia, que temos fortes razões para encarar a batalha eleitoral de 6 de Outubro com grande confiança!

Uma campanha que está a transformar o respeito e simpatia depositadas na CDU em expressão eleitoral.

Uma campanha que envolvendo milhares de activistas e simpatizante da CDU estão neste combate à conquista, voto a voto, de um resultado que acrescente mais força à força que há quatro anos atrás permitiu travar a brutal ofensiva que o anterior governo do PSD/CDS conduziu tendo por base um programa outorgado pela troika nacional do PS, PSD e CDS e abrir a frente de combate pela inversão dos direitos e rendimentos extorquidos ao nosso povo.

Uma campanha que tem ainda, no tempo que falta, muito para fazer, muita conversa a concretizar, muito esclarecimento sobre as razões de voto na CDU.

É isso que precisamos de continuar a fazer.

Falando olhos nos olhos com cada trabalhador como só a CDU pode fazer, falando verdade como sempre faz, não nos refugiando em falsas promessas para caçar votos, levando a sério o que deve ser tratado com seriedade.

Vamos entrar na derradeira fase da campanha em que é imperioso convocar todas as energias, todas as capacidades, todas as disponibilidades e contribuições e iniciativa para reforçar a CDU, com mais votos, mais votos que são mais força à luta para avançar!

Sim, precisamos de, em toda a parte, agir com uma nítida convicção de que o reforço eleitoral da CDU que ambicionamos só pode ser conseguido se ganharmos mais portugueses não só para a justeza das nossas propostas, mas também, particularmente, para a compreensão do que verdadeiramente está em jogo nestas eleições: avançar no que é preciso fazer pelo desenvolvimento do País e pelo melhoramento das condições de vida do nosso povo, dando mais força à CDU ou andar para trás, deixando o PS de mãos livres para praticar, com ou sem PSD e CDS, a velha política.

Sim, amigos e camaradas, o grande desafio que o País enfrenta nas eleições para a Assembleia da República é a escolha entre esses dois caminhos.

É esta a opção real que está colocada aos portugueses. A vida mostrou-o bem nestes últimos quatro anos da actual legislatura.

Tudo o que é avanço, tudo o que é medida positiva a favor dos trabalhadores e do povo tem a marca do PCP e do PEV, dos partidos da CDU!

Nestes quatro anos vimos bem quem puxou por medidas e soluções para resolver problemas dos trabalhadores e para o povo e fez a diferença com a sua proposta, com a sua acção firme para repor direitos e rendimentos – foram as forças da CDU!

Medidas que têm tradução concreta na realidade do quotidiano dos portugueses: reposição e aumento de salários, aumento extraordinário de reformas, abono de família, manuais escolares gratuitos, desagravamento fiscal do IRS para os salários mais baixos e intermédios, eliminação do PEC para pequenos e médios empresários, entre muitos outros, como a redução dos custos dos transportes e do passe intermodal.

Esta medida que agora se concretizou depois de mais de vinte anos de luta e proposta da CDU.

Um enorme avanço que garante poupanças muito significativas, particularmente para trabalhadores, para estudantes e para reformados e que é preciso alargar a todo o Alentejo e ao País, levando a intermodalidade e a redução tarifária a todo lado, estabelecendo um tecto máximo nacional de 40 euros para um passe mensal que dê acesso aos transportes públicos entre concelhos e das ligações pendulares inter-regionais.

Isso exige aqui no Alentejo e neste distrito investir num significativo aumento e alargamento da oferta de meios de transporte público de forma a assegurar as ligações no espaço das áreas das comunidades intermunicipais do Baixo Alentejo, Norte Alentejano e Alentejo Litoral e à Área Metropolitana de Lisboa.

Mas significa também garantir uma linha de reforço do Programa de Apoio à Redução Tarifária, através do Orçamento do Estado, descentralizando verbas para as diferentes comunidades intermunicipais, já que as verbas são insuficientes e têm que acompanhar o indispensável aumento da oferta de transporte.

Sim, é preciso avançar mais e mais depressa. O País precisa de investir nas suas infraestruturas de transportes, nas linhas de caminho-de-ferro, na rodovia, modernizando, qualificando, incorporando produção nacional, assumindo o investimento no transporte público com uma alavanca para o desenvolvimento do País.

Neste processo temos assistido à mais descarada hipocrisia por parte de PSD e CDS. A primeira coisa que fizeram foi criticar a medida positiva.

E hoje vemo-los a falar de investimento sem corar de vergonha. Querem fazer esquecer que chegámos a 2015 com os transportes públicos profundamente degradados, por acção directa do governo PSD/CDS, que aumentou preços, reduziu a oferta, congelou investimentos, despediu trabalhadores. Fez trinta por uma linha!

Sim, esta é uma luta importante e justa, e para avançar mais, para uma política patriótica e de esquerda nos transportes públicos, é preciso votar CDU, é preciso dar mais força à CDU.

O que a realidade mostra nestes quatro anos, é que tudo é avanço, tudo o que é medida positiva a favor dos trabalhadores e do povo tem a marca do PCP e do PEV!

Por isso é tão importante reforçar a CDU e eleger mais deputados!

Deputados, digo bem, porque esta decisiva batalha eleitoral é para a eleição de deputados para a Assembleia da República e não para eleger um governo, nem escolher primeiros-ministros.

Deputados com uma intervenção e uma entrega à causa e defesa dos interesses do nosso povo, como aquela que assumiu João Oliveira, que agora encabeça a lista de candidatos da CDU e que queremos ver reforçada a sua eleição em 6 de Outubro!

Uma lista de gente de confiança que não faltarão em nenhum momento e não desperdiçarão nenhuma oportunidade de fazer avançar o País, tal como não regatearão meios e esforços para travar as injustiças e dar expressão concreta aos direitos e interesses de classe dos trabalhadores e de outros sectores e camadas sociais do seu círculo eleitoral e do País.

Foram quatro anos de intervenção que não podem ser avaliados apenas pelo que conquistou, mas pelo que significou de contenção na evolução de um preocupante trajecto de governação no País que há anos se vinha impondo pela mão, ora de PS, ora de PSD e CDS.

Um preocupante trajecto de muitos e largos anos que temos que impedir que se retome. E esse perigo existe e não apenas com o voto no PSD e CDS, mas também com o voto no PS.

É ver o que se passa, por exemplo com os manuais escolares. O conjunto de obstáculos que se impõem às famílias em relação à devolução dos livros.

O Governo do PS quer pôr a andar para trás essa importante conquista alcançada com a intervenção decisiva do PCP.

A reutilização obrigatória é uma opção do Governo porque nenhuma decisão tomada na Assembleia da República obrigaria a isso.

Como se sabe há ciclos, desde logo o 1º ciclo, onde não deve existir qualquer reutilização.

Só razões economicistas e de poupança orçamental explicam que o Governo do PS esteja a obrigar crianças a utilizar manuais escolares deteriorados.

Veja-se como hoje acenam com o espantalho de novas crises para justificar a recusa de medidas para resolver os problemas dos trabalhadores e das populações e como dramatizam o discurso contra o perigo das exigências excessivas.

A cópia do conhecido discurso do PSD e CDS. É o discurso dos que querem travar aumentos de salários e pensões, continuar a sacrificar os serviços públicos, incluindo o Serviço Nacional de Saúde e os transportes amassados no torniquete do défice zero.

Sim, camaradas, ou a CDU tem mais força ou os riscos de andar para trás no que se conquistou e em muitas outras coisas é bem real.

É ver o que se passou com a legislação laboral em que PS, PSD, CDS, com o aplauso do grande patronato e da UGT, convergiram para manter as normas gravosas do Código do Trabalho como lhe acrescentaram novas disposições para negar direitos e o futuro aos jovens trabalhadores aumentando a precariedade e a exploração.

É ver como uniram sempre com o seu voto convergente na Assembleia da República nos mais diversos momentos da legislatura para recusar e inviabilizar propostas do PCP e da CDU para responder a aspirações dos trabalhadores.

Veja-se por exemplo o trabalho por turnos. Nós sabemos quanto se impõe encontrar formas de compensar os trabalhadores pelas condições de penosidade em que trabalham. E foi para dar resposta a esse problema tão sentido que avançamos com um conjunto de propostas a limitação do trabalho noturno e por turnos às situações estritamente necessárias; a obrigatoriedade do subsídio de turno, no mínimo de 25%; mais dias de férias em função dos anos em que trabalham nesse regime; a antecipação da idade da reforma devido ao desgaste e penosidade deste tipo prestação de trabalho; a obrigatoriedade de realização de exames médicos com periodicidade de 6 meses.

Estas são propostas pelas quais continuaremos a bater-nos, tal como pela revogação das normas gravosas da legislação laboral, pelo direito à reforma por inteiro e sem penalizações com 40 anos de desconto e pela urgente implementação de um Plano Nacional de combate à precariedade e ao trabalho ilegal.
É ver como se vem agitando o fantasma da instabilidade governativa, deitando mão ao que na casa do país vizinho se passa, para insinuar a necessidade de uma maioria absoluta.

A quem agita tal fantasma, nós poderíamos perguntar. Faltou estabilidade nestes últimos quatro anos de avanços na vida dos trabalhadores e do povo? Não faltou! Então porque se agita tal fantasma? Se é para avançar e não andar para trás destabilizando a vida dos trabalhadores e das populações, o que se teme?

Ou será que o que se quer é regresso à estabilidade da paz podre do pântano da bipolarização do vira o disco e toca o mesmo, ou seja da alternância sem alternativa de PS e PSD com ou sem CDS de permeio. A estabilidade da política de direita que garante a estabilidade em cima, dos poderosos, para infernizar a vida dos trabalhadores e do povo.

Talvez não seja por acaso que PS e PSD apresentam propostas de alteração das leis eleitorais com a criação de círculos uninominais – a sua comum solução para recuperar o actual sistema de bipartidário que começou abrir brechas de forma a garantir a continuação do monopólio da sua governação e garantir maiorias com minorias de votos.

Há por aí grandes proclamações prometendo futuros risonhos e muitas palavras bonitas, jurando que jamais se voltará atrás.

Mas de proclamações e de promessas não cumpridas nas últimas quatro décadas pelas forças que governaram o País se foi enchendo o inferno.

Ainda há meses se garantia uma nova perspectiva para a União Europeia – liderada por uma alegada frente progressista que, na verdade, de progressista pouco tinha – e se anunciava com ela um novo oásis, um necessário rejuvenescimento europeu que haveria de garantir mais coesão e convergência económica entre países, mais investimento, mais flexibilidade nas autoritárias regras do Euro.

O que se viu, no final, foi um acordo de cavalheiros, entre os amigos do PS, PSD e CDS, para entregar a batuta da orquestra da União Europeia à maestrina que o directório das grandes potências impôs sob o comando alemão e aqueles que por aqui anunciavam tal frente acabaram metendo a viola no saco. Enquanto a orquestra continua a tocar a música do dogma do défice zero, da inflexibilidade das regras, da submissão aos ditames dos que mandam nisto tudo é a vida dos povos que se vai afundando.

É preciso não ir em cantigas. O voto seguro e certo é o voto na CDU! O voto que não se submete aos grandes interesses, que assume até ao fim os compromissos com os trabalhadores e o povo.

Mais força à CDU para fazer avançar o País, é esta a opção que cada um tem de assumir!

Cada voto mais na CDU que não caia no regaço do PS, é um voto que conta decisivamente para construir uma política que assegure uma vida melhor num Portugal com futuro.

Sim, o que é decisivo é que o PCP e o PEV tenham mais deputados, mais força, mais peso na política nacional para dar a resposta aos problemas nacionais que o PS e as suas opções e compromissos com a União Europeia negam, tal como o PSD e CDS.

Cada voto mais na CDU é um voto que conta para o aumento geral dos salários e para o aumento do salário mínimo para 850 euros, é um voto que conta para assegurar o aumento real e geral das pensões de reformas, é um voto para garantir creches gratuitas para todas as crianças até aos 3 anos.

Cada voto mais na CDU é garantia acrescida de que os serviços públicos têm o financiamento que precisam, que o SNS passe a ter mais meios para assegurar o direito à saúde. Cada voto a mais é um voto visando a eliminação das taxas moderadoras, para assegurar a dispensa gratuita nas Unidades de Saúde e nas farmácias dos medicamentos para os doentes crónicos, para as famílias com carência económica.

Cada voto a mais na CDU é um voto no estabelecimento de um regime de preços máximos nos combustíveis e na electricidade e a fixação do IVA sobre a electricidade, gás natural e gás de botija nos 6%.

Cada voto a mais na CDU é um voto para assegurar a garanta o direito à habitação, o voto que conta para defender o ambiente e preservar a natureza, para assegurar a defesa do património e da cultura, designadamente com um Plano Nacional suportado no objectivo de atingir 1% do Orçamento do Estado para a cultura.

Cada voto a mais na CDU é um voto para avançar na concretização de um País coeso e equilibrado, assente na regionalização e no ordenamento do território, para avançar e concretizar um plano de reabertura de serviços públicos entretanto encerrados, nomeadamente nas zonas do interior e do mundo rural.

Foi com a CDU que se avançou. Será com a CDU reforçada que se avançará na solução dos problemas dos trabalhadores, do povo e do País.

Vamos nestes dias que faltam, acabar de construir aquele resultado que garante seguramente que o País avança!

O nosso apelo é para que todos nesta batalha sejam candidatos! Todos nesta batalha são necessários!

Precisamos de continuar a ganhar mais e mais portugueses para o voto na CDU e assegurar que nenhum voto na CDU se perca, para que no dia 6 de Outubro, nenhum voto falte na CDU!

Não faltem com o voto na CDU aqueles que lutaram e viram repostos os seus direitos e rendimentos, para que não se volte atrás!

Não faltem aqueles que reconhecendo avanços nas suas vidas, sabem que é possível ir mais longe e avançar, melhorando a vida de todos, com o reforço da CDU!
Não faltem os trabalhadores do sector privado que continuam a sua luta por um salário digno que continua negado e contra a lei da selva nas relações de trabalho!

Não faltem os trabalhadores da administração pública que lutam pela reposição do poder compra perdido e pelo reconhecimento integral do tempo de serviço prestado e dignificação das suas carreiras.

Não faltem os jovens trabalhadores com emprego precário, esmagados por condições de trabalho que lhes precarizam a vida e o direito a uma vida autónoma, mas também os estudantes que lutam pelo seu direito à educação e ao ensino!

Não faltem os reformados e pensionistas que não viram ainda devidamente reconhecida com uma reforma digna uma vida inteira de trabalho, depois de uma vida completa de baixos salários!

Não faltem porque é preciso e possível avançar e ir mais longe no reconhecimento dos seus direitos!

Não faltem os micro, pequenos e médios empresários com o seu voto e que aspiram a ser apoiados no desenvolvimento das suas actividades.

Para a CDU não há hesitação. É do lado dos trabalhadores, do povo e do País que nos colocamos. Dar mais força à CDU é dar mais força à sua luta. É dar força à ideia que é possível e é preciso avançar, concretizando e afirmando uma política alternativa patriótica e de esquerda capaz de assegurar a elevação das condições de vida dos trabalhadores e do povo e defender os interesses, a soberania e a independência de Portugal.

Dar mais força à CDU é afirmar que com a força do povo, é possível um Portugal com futuro.

Vamos para o combate que aí está. Vamos à luta com confiança!

Viva a CDU!

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