Pic-nic contra a precariedade uniu forças para a luta

Tomar nas mãos o futuro das próprias vidas

«É possível e viável outro modelo de desnevolimento mais justo, que vise a dignidade da pessoa e não o lucro, que combata as desigualdades, que ponha fim ao desemprego, à precariedade, aos baixos salários, à destruição dos direitos laborais, da contratação colectiva e aos entraves à emancipação dos jovens, como por exemplo as dificuldades para aquisição de habitação». considera-se na resolução conjunta, aprovada no fim dos trabalhos, pelas quatro organizações promotoras do Pic-nic contra a precariedade, Interjovem/CGTP-IN, Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC), Juventude Operária Católica (JOC) e o Movimento 12 de Março (M12M).

Centenas de jovens aprovaram o documento tendo-se comprometido a «continuar esta luta nas empresas, ruas e em todos os locais, mesmo naqueles em que, à partida, nos pareça impossível. Uma luta para a qual temos de trazer cada vez mais gente. Não passaremos ao lado da história, assumiremos nas nossas próprias mãos o nosso presente e o futuro de todos».
Depois de um momento musical onde foi interpretado «O que faz falta», de José Afonso, os participantes dividiram-se em quatro painéis de discussão, subordinados a diferentes temáticas relacionadas com a realidade vivida pelos jovens trabalhadores, particularmente os vínculos laborais precários, os baixos salários, a incerteza quanto ao futuro profissional, o desemprego, e todas as dificuldades sentidas nos locais de trabalho. Como as vencer e ultrapassar foi o propósito da troca de experiências e de opiniões.
No painel da Interjovem, um animado debate com mais de cem participantes abordou o tema, «A resposta necessária» à destruição de direitos provocada pela política de direita do Governo e da «troika» estrangeira. Ali se concluiu pela necessidade de dar prioridade à intervenção e à consciencialização dos jovens trabalhadores nos locais de trabalho e em todos os painéis foi considerado imperativo que todos, com vínculos precários ou efectivos, se sindicalizem e se juntem às lutas sindicais, ampliando o protesto.

Largas dezenas de jovens trabalhadores, vindos de todo o País também participaram nos outros painéis.
O da ABIC teve como tema, «As alterações ao estatuto do bolseiro».
O debate da JOC dividiu-se ainda em outros três grupos, mas toda a discussão subordinou-se à temática, «Sobre a dignidade dos jovens». O M12M fez um balanço do protesto da «Geração à rasca» e debateu o futuro da luta contra a precariedade.
No fim dos trabalhos e após a aprovação da resolução chegou o momento lúdico com um conjunto de bandas que animaram a assistência que foi ao rubro com a actuação, a encerrar a iniciativa, dos Peste & Sida, com o seu novo trabalho, ironicamente intitulado, «Não há crise».
Todos se comprometeram a prosseguir e a reforçar as lutas pela dignidade e as condições de vida e de trabalho da juventude portuguesa, garantindo que o combate contra a política de direita e as medidas da «Troika» vai continuar, ampliar-se e tornar-se cada vez mais forte.

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