Mais força à CDU para desenvolver o distrito de Beja

Mais força à CDU para desenvolver o distrito de Beja

Nesta campanha, Jerónimo de Sousa regressou, quinta-feira, 26, ao distrito de Beja, fortemente marcado pelas consequências de décadas de política de direita levadas a cabo por PS, PSD e CDS. A primeira paragem foi a Vidigueira, num almoço que juntou mais do que uma centena de pessoas – apoiantes, activistas e candidatos da CDU – no Mercado Municipal.

Neste distrito a lista da CDU é encabeçada por João Dias, actual deputado do PCP na Assembleia da República, seguindo-se Odete Borralho, Sara Ramos Marcelino, Jorge Silva, Telma Cristina Silva e Manuel Nobre. João Ramos, antigo deputado, é o mandatário da lista.

Um dos problemas expostos, que urge resposta, é a quebra demográfica, provocada pela falta de oportunidades de emprego, pelo envelhecimento populacional e pela migração de jovens.

Neste sentido, exige-se a valorização do trabalho e dos trabalhadores, bem como a melhoria das respostas na saúde e a promoção de uma política de mobilidade integrada.

Potenciar com rapidez o Aeroporto de Beja; salvaguarda da gestão pública da água e políticas de valorização ambiental; desenvolver uma agricultura sustentável; potenciar os recursos mineiros; articular o sector energético com as potencialidades existentes; promover o emprego e o turismo; elaborar de um Plano Estratégico de Desenvolvimento para a Área de Influência de Alqueva; promover o apoio e acesso à cultura, são outras das propostas da CDU.

«No dia 6 de Outubro o que está em causa é a escolha de 230 deputados à Assembleia da República, que decidirão sobre o nosso futuro colectivo, os nossos direitos, a nossa qualidade de vida, o equilíbrio ambiental, a justiça social», salientou João Dias, invovando que os candidatos da CDU «não fazem viagens fantasmas como os outros». «Sabemos e não nos desviamos, em nenhum momento, do objectivo de sempre: não desperdiçar nenhuma oportunidade para defender, repor e conquistar direitos», concluiu.

Assalto aos rendimentos

Jerónimo de Sousa comentou o «verdadeiro assalto aos rendimentos» que ocorreu durante o primeiro trimestre de 2019, agora divulgado pelo Banco de Portugal, que recebeu 788 notificações de alterações de comissões bancárias por parte da banca, o dobro das realizadas em igual período do ano passado (390). «Metade do lucro dos bancos tem origem nas comissões que arbitrariamente cobram aos depositantes», informou, frisando que este «escândalo» tem a «cumplicidade» do regulador e do Governo, que atinge, particularmente, a «população mais vulnerável» e de «menor rendimentos, muitas, apenas, com contas à ordem».

«Para que a culpa não morra solteira», informou que o PCP levou à votação, em Junho, na Assembleia da República, um projecto de lei que tinha como objectivo o «alargamento dos serviços mínimos bancários, não permitindo que o custo das comissões das contas à ordem fossem superiores a quatro euros por ano, em vez dos quase cem euros, que cada um paga». A proposta foi rejeitada pelos mesmos do costume: PS, PSD e CDS.

Descentralização à força

Rui Raposo, presidente da Câmara Municipal, alertou para o «continuado incumprimento» da Lei das Finanças Locais, que tem vindo a retirar, anualmente, ao município da Vidigueira «receitas de centenas de milhares de euros» e a «tentativa de impor uma descentralização de competências que mais não se trata do que transferência de encargos». «Sem os adequados meios financeiros e estrutura, discutida com quem defende os verdadeiros interesses da população do concelho, não devemos aceitar essa transferência», afirmou.

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