Declaração de voto de Sandra Pereira no Parlamento Europeu

A lei da segurança nacional da RPC para Hong Kong e a necessidade de a UE defender o elevado grau de autonomia de Hong Kong

A resolução aprovada pela maioria do Parlamento Europeu insere-se na inaceitável operação de ingerência, levada a cabo pelo Governo de Boris Johnson e pela Administração Trump, com o objectivo de desestabilizar e chantagear a República Popular da China.

Deturpando a realidade dos eventos ocorridos em Hong Kong, e pondo em causa as competências soberanas da República Popular da China sobre esta sua Região Administrativa Especial, a resolução omite deliberadamente o apoio dos EUA e do Reino Unido a grupos organizados, que, instrumentalizando problemas, são responsáveis por violentas acções contra residentes e a destruição de significativo património e infraestruturas públicas.

A operação de ingerência e desestabilização em Hong Kong, como instrumento de ataque à soberania, independência e integridade territorial da República Popular da China, constitui um desrespeito dos princípios da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional que só pode merecer uma a denúncia e a condenação. Convém relembrar que Hong Kong deixou de ser uma colónia do Reino Unido, tendo a República Popular da China retomado o exercício da soberania sobre este seu território em 1 de Julho de 1997, por muito que custe à maioria do Parlamento Europeu.

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